Ser ou não ser arte

Goya: Maja desnuda

Patrício:

Quero lhe dar parabéns pela capacidade indagadora séria, que não se faz presente na maioria dos comentários sobre a performance de Pedro Costa. Gosto muito de vc indagar se aquilo é arte – e, indiretamente, o que é arte. Considero isso uma conquista, sim, de Pedro. É claro que compará-lo a Picasso e Lispector sempre será covardia porque são exemplos muito avançados de arte. A imensa maioria das pinturas ou gravuras mais convencionais que vemos em galerias e museus também não atingem o nível de Picasso e Lispector.

Vi o video. Penso que um trabalho como o de Costa coloca o espectador diante de poéticas visuais diferentes das artes visuais clássicas. Não se trata de ignorar Goya, Man Ray nem Ernst mas de pensar sobre o que são aquelas poéticas pós-pop (pós-Dadá, pós-Construtivismo).

Não julgo o trabalho nenhuma obra-prima mas o que vc falou é muito importante: ele consegue mobilizar a opinião em torno de perguntas sobre o que é e o que não é arte. E isso é uma conquista para a sensibilidade e o pensamento.

Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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