A serventia bela dos extremos

Os extremos só servem/

Na porta da serventia/ que é saída da casa.

Mas é benvirá, de viramundo, no benfazer!

No ódio à tirania, o extremo serve./

Na paixão à liberdade, o extremo é suave./

As pontas dos extremos se tocam ou se ferem.

No que se ferem, se pintam de sangue./

No que se tocam, se banham de flores.

Ex-Presidente da Fundação José Augusto. Jornalista. Escritor. Escreveu, entre outros, A Pátria não é Ninguém, As alças de Agave, Remanso da Piracema e Esmeralda – crime no santuário do Lima. [ Ver todos os artigos ]

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