Sexta feira de quase-plenilúnio

Sexta-feira véspera de Lua plena
Vou para a beira da praia jogar
preces ao mar para
você meu querer

Farei preces à Dindinha Lua
E pedirei para iluminar seus passos
num cone de luz
Do amanhecer

E se tudo não for certo
Farei uma mandinga
Com uma galinha de Angola
E uma garrafa de cana

Ligo uma vela e deixo um pedido
Para São Jorge matar o dragão que
Assusta você,

Coloco canela, sândalo, mirra e anis estrelado.
Almíscar, incenso com madeiras do oriente
Canela e bálsamo de ferrabrás
E se você não aceitar
Vou chupar um sorvete.

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Comentários

Há 13 comentários para esta postagem
  1. Danclads Andrade 10 de dezembro de 2011 18:43

    Belo poema, Da Mata. Abraços.

  2. Jarbas Martins 10 de dezembro de 2011 11:46

    Querido Jota Eme, ou João da Matta: vocês escrevem tão parecidos…Quero dizer inicialmente que concordo plenamente com você,ou vocês, quando diz que eu pouco entendo da vida e da arte. Verdade ! Aos 68 anos estou ainda aprendendo a mexer com a internet,tentando aprender alguma coisa sobre a poesia infográfica etc.,e lidar com essa coisa assombrosa e perigosíssima – a vida.Mas uma coisa estou certo que aprendi: certo tipo de pessoas como você(s) têm absoluta certeza que entendem. Da vida e da arte, sim senhor. O auto-engano faz tanto bem…É um santo remédio, como dizia minha vó. Continuem ingerindo suas doses de auto-engano, garot(o)s…Em tempo: minha antologia vai sair, com todo o apoio do bravo Tácito Costa.O título (FLORES VIRTUAIS DOS SUBSTANTIVO PLURAL) é uma homenagem a este espaço democrático, onde todos têm direito a postar o que quiserem. Tácito assegura esse direito, caso contrário não estaria eu aqui. Sou pela liberdade expressão.Mas em termos de estética tenho cá meus critérios: poetas do nível de voc(ê)s entram não. Questão de meritocracia, entende(m) ?

  3. Lívio Oliveira 10 de dezembro de 2011 9:27

    Senhor João da Mata, decidi que não vou responder a mais uma agressão sua, fruto de inveja ou outro sentimento recoberto por pequenez. Até mesmo porque pouco comento sobre a sua “obra”.

    Apenas, quero lhe afirmar: você tem conseguido publicar seus textos “poéticos” e/ou prosaicos, seja lá o que for. Contente-se com isso, douto senhor. Há quem tenha estômago. Eu, de minha parte, nunca tive. Nunca terei.

    Mas, uma derradeira sugestão:se a escrita lhe faz bem à saúde, continue.

    Ah! E me esqueça, vez por todas! Imploro!

  4. João da Mata 10 de dezembro de 2011 1:55

    Godot. querido, esperei mas não esqueci. Bom voce aqui. Quero te conhecer ao vivo assim como Rilke. Bjs e abç

  5. Jota Eme 10 de dezembro de 2011 1:50

    Rosinha, Aninha, Rolim obrigado.
    Sintam-se fortemente abraçado por mim e por essa música
    Embraceable You. Ponha som na caixa, Tácito
    Jarbas querido, ainda bem que voce não vai fazer antologia. Sabe pouco de poesia e vida.
    Ainda que todos os concursos nao são jurados por voce e Lívio. Tenho pena !

  6. Rosa Cavalcante 10 de dezembro de 2011 1:38

    Querido DAMATA,

    que o plenilúnio espalhe sua luz e paz,
    que os desejos e perfumes, continuem amáveis e brilantes e
    que o sorvete seja de cupuaçu.

    Parabéns,
    Rosa

  7. Godot Silva 9 de dezembro de 2011 22:52

    Da Mata: Esse poema é cultura! – aromas, sabores e falares – raízes do Brasil… Saravá meu irmão!

  8. Jarbas Martins 9 de dezembro de 2011 22:47

    amigo João. com esse tema e esse ritmo, que beiram o folclore tão mal usado pelos professores em eventos de escolas primárias – você não chegará a lugar nenhum. meu mestre Cascudo, nos primórdios do Modernismo, tentou fazer o mesmo que você e não acrescentou nada à Poesia. calou-se. quem o lembrará como poeta ? faça o mesmo. siga o exemplo do mestre. abraços.

  9. Anchieta Rolim 9 de dezembro de 2011 20:29

    Muito bom João. Parabéns!

  10. Anne Guimarães 9 de dezembro de 2011 19:41

    Aiiiiiiii João, querido….
    Que lindo!!!!!!!!!!!
    Adorei os aromas… a luz de dentro
    brilhando por amor, essência primeira.
    Coração perfumado…
    Você nos presenteando com esses versos altos
    enquanto eu ouço Adele e Paul Weller,
    desejando essa mesma paz que emana do seu espírito.
    Beijos mais do que poéticos,
    beijos com desejos de “Viva La vida em tons quentes,” sempre.
    🙂

  11. João da Mata 9 de dezembro de 2011 19:32

    Margot Marie muito obrigado. Lindo e comovente seu comentário. abç

  12. João da Mata 9 de dezembro de 2011 19:14

    Caro Tácito, no penultimo verso em vez de seu é “se”.
    obg. Um forte abraço

  13. Margot Marie 9 de dezembro de 2011 18:58

    Que poema bacana, professor!!!

    Achei convidativo já a partir da imagem. A cada verso, uma surpresa. Um sujeito-poético obstinado a ver a lua e tentar (re)conquistar o seu amor, através de pedidos… calmos, tranquilos, românticos…

    Se não desse certo apelando para outras preces, outros ritos, outros fortes…outros baixos….

    Mas no final, um eu-poético até conformado… em ficar com um sorvete à luz da lua…

    Gostei.

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