Simonal: mais do mesmo

Caros amigos:

A FSP publicou, no domingo, mais matérias sobre atividades extra-musicais de Simonal durante a ditadura.
Por um lado, considero isso necessário para esclarecermos mazelas que precisam ser superadas.
Por outro, receio que a reiterada ênfase nessas lastimáveis atitudes do cantor nos façam esquecer seu canto.
Repito: embora rejeite radicalmente essas funções políticas e policiais que ele assumiu naquela época, Simonal continuará a ser sempre um cantor muito importante, até mesmo um estilista invejável, nas etapas iniciais de sua carreira.

Não se trata de propor esquecer os horrores colaboracionistas – há quem diga que havia doses de fantasia megalomaníaca em Wilson. Minha proposta é não esquecermos seu canto, de alta qualidade.

Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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