Sobre “Ela”

Lendo Charles Phelan aqui no Substantivo (viva!), lembrei do que nos disse certa vez o escritor Nei Leandro de Castro durante um dos nossos encontros na nossa pequena confraria: “esse é o estilo Phelan”. O conto “Ela” postado hoje aqui, de fato marca de forma indelével a maneira de Charles compor seus personagens: o domínio preciso da técnica que vai num crescendo, cadenciado, guiando o leitor para um desfecho sempre inesperado. “Ela” é mais um pequeno (no tamanho apenas) exemplo da capacidade criativa e narrativa de Phelan no ato da criação. Lembrei agora da frase famosa de Truman Capote ao se referir a Jack Kerouac, “escrever não é só bater máquina”. Perfeito. Ou ainda citando outro gigante da criação literária, e que talvez Charles se identificasse mais, Raymond Chandler, autor do insuperável “O sono eterno”, ao dizer sobre a arte do escritor: “Tudo que é escrito com vitalidade expressa essa vitalidade: não há sujeitos desinteressantes, o que há são mentes desinteressantes”.

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