SOBRE A LÓGICA DIVINA

Ando cansado.

Carrego nos ombros
o peso enfadonho
do mundo que tenho.

Vejo sempre o que não quero.
Ouço sempre o que me dão.

Quando tenho sede, bebo água
quando tenho fome, hei de comer,
mas o que se faz quando se tem paixão?
(…)
A vida não aceita os sonhos
e o pensamento dói.
– Viver é uma dor constante.

A dúvida é nada que tenho.
A verdade é uma vaca morta…
Deus são os números inteiros.
A poesia, o infinito do zero e eu, apenas…

Eu
a vaguidão da palavra.
Uma palavra genérica:
coisa
– qualquer coisa
da coisa que sou.

Coisa: simplesmente.
Concepção estigmatizada
a fenda pequena
da porta fechada.

Muitos habitam em mim
da bactéria
ao sentrossoma
da saudade
ao pensamento.
Às vezes eu moro,
às vezes eu morro,
vida que é vida
não quer dizer nada.

Filho de Apodi/RN é Jornalista, assessor de imprensa e eventos do Instituto do Cérebro da UFRN. Membro do coletivo independente Repórter de Rua, articulista no Jornal de Fato (www.defato.com) e organizador da Revista Cruviana (www.revistacruviana.blogspot.com).rinas & Urubus (www.aspirinasurubus.blogspot.com). [ Ver todos os artigos ]

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