Sobre o RN Criativo, chamadas públicas e TAM

Quando lamentei em nota a falta de chamada pública para seleção dos profissionais que ministram os cursos do RN Criativo de maneira alguma questionei a competência deles. Muito menos o conteúdo. Trago o assunto porque um dos palestrantes me veio reclamar, mesmo de forma amigável.

Ora, até desconheço a maioria desses palestrantes, a exemplo da próxima, a consultora Ana Cecília Aragão que ministrará curso sobre Design Thinking entre 21 e 25 de setembro: uma abordagem poderosa para o planejamento e desenvolvimento de projetos inovadores na área da Arte e Cultura.

Também não me referi, claro, aos contratados pelo projeto, aprovados em edital, inclusive publicado neste espaço. Repito: foi mais para efeito comparativo, no sentido do “dois pesos, duas medidas”. Se cobram para o Teatro Alberto Maranhão, que seja então prática padrão.

Graças ao apoio do Governo do Estado e do Ministério da Cultura, o RN Criativo tem sido o melhor – se não o único – projeto cultural desta gestão. No Governo passado, nem Governo nem MinC se dispuseram a ajudar e tudo foi esquecido, para desespero dos legitimamente contratados.

Se alguma crítica mantenho é dirigido a um grupinho organizado pela falta de critério para cobrar de uns e não de outros, provando interesses escusos. E outra é a centralização dos cursos em Natal. Ora, é RN Criativo ou Natal Criativo? Todos os cursos foram ministrados no Solar João Galvão, Cidade Alta.

Para concluir, sou também a favor das chamadas públicas para cobrir pelo menos parte da pauta do TAM, da Cidade da Criança, da Pinacoteca e outros equipamentos culturais. Claro, a partir de uma curadoria homogênea, e não formada por escolhidos partidários.

Inclusive, a questão da chamada pública seria um dos assuntos para discussão entre a direção do TAM e a Rede Potiguar de Teatro, que mesmo após insistentes convites – desde o mês de maio! – se recusa ao diálogo. E o convite se mantém de pé, mesmo com o TAM fechado.

Amanhã trago novidades a respeito da pauta do TAM!

Jornalista por opção, Pai apaixonado. Adora macarrão com paçoca. Faz um molho de tomate supimpa. No boteco, na praia ou numa casinha de sapê, um Belchior, um McCartney e um reggaezin vão bem. Capricorniano com ascendência no cuscuz. Mergulha de cabeça, mas só depois de conhecer a fundura do lago. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo