Sobre um amigo muito querido que chega à Academia de Letras

Por Tácito Costa

Hoje o jornalista, crítico literário, organizador de importantes coletâneas, escritor, tradutor, leitor voraz e refinado, homem de bem, Nelson Patriota será empossado na Academia Norte-rio-grandense de Letras. Ocupará a cadeira  de nº 8, que foi do seu tio Nilson.  Merecidamente. O que é raro naquela instituição, que tem abrigado nos últimos anos mais nulidades literárias do que verdadeiros homens de letras.

Considero Nelson um dos mais completos intelectuais do estado. Aplaudo de pé a chegada dele à Academia. É meu amigo há exatos 35 anos. Conheço-o de perto. Uma amizade que nasceu em 1980, quando ingressamos no curso de Comunicação da UFRN e que jamais teve baixos. Só altos.

Tive a felicidade de trabalhar com ele na década de 1990 na Fundação José Augusto. Ele como editor do jornal O Galo e eu como assessor de imprensa. Foi o período também em que o poeta Luís Carlos Guimarães coordenou o núcleo de literatura da FJA. Um período riquíssimo na minha formação. Valeu por um mestrado.

Literariamente, Nelson foi a pessoa que mais me influenciou até hoje. Não conto as aulas que gazeamos no curso de Comunicação para ficar dialogando sobre literatura, cinema, teatro e até jornalismo. Apresentou-me Borges. Só por isso já lhe devo muito.

Quando em 2007 criei o Substantivo Plural convoquei-o para colunista. Junto com outros dois grandes amigos, Carlão de Souza e Carmen Vasconcelos foi fundamental naqueles primeiros anos do blog.

Em 2009 honrou-me com o convite para fazer a orelha da sua coletânea de contos “Colóquio com um leitor kafkiano”, o seu primeiro livro de ficção.

Mais tarde estarei na cerimônia para dar-lhe parabéns, um abraço muito forte e desejar-lhe boa sorte. É um cara que merece demais e sua chegada à Academia resgata os melhores momentos daquela casa.

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