Socie e seus casos

Por Shannya Lacerda

Adoeceu, virou só catarro, ou será o próprio escarro da insana Socie?

Por amores o homem enlouqueceu e pelas vivas paixões corrompeu os que antes gostavam de viver com Socie.

Sua insanidade cegou-lhe a mente e de um vazio seu corpo se afogou. Não sabia-se mais homem.

Porém era o novo homem que a Socie tanto queria. No entanto, esse novo tangenciava-se do natural. O novo parecia embrutecido, estagnado, envelhecido, paradoxalmente em sua aparência, mais jovial.

Adoentado, julgava-se amado quando na verdade era dia após dia evitado, esquecido.

Amargurado, alheou-se do mundo e o mundo tratou de alheá-lo, bani-lo, expurgá-lo.

Contudo, o mais novo velho doente continuava lá, tal qual latejo de dor de dente, transparente, invisível, mas lá presente mesmo de forma transparente à familiares, parentes e a todo e qualquer amante de Socie.

Impiedosa, maltratava seus semelhantes e com seu jeito cínico e arrogante não ligava aos que a ela implorava um pouco de compaixão. Vilã, iludia os que lhe apraziam e destruía os que não mais lhe davam

o que pedia. Socie faz de seus homens o escarro verde que todos expurgam, mas será que os tais “todos” não já foram forjados catarros, descartáveis cancros, e apesar de tudo: homens?

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