O solitário e a multidão

O solitário não renega a multidão,

longe dela, com cinzel de escultor,

na distância, a esculpe.

Numa admiração de ausente,

a pedir que o desculpe.

E tenta, na vaga do não presente,

ser desnecessário, no meio da saudade de também ser combatente.

Ex-Presidente da Fundação José Augusto. Jornalista. Escritor. Escreveu, entre outros, A Pátria não é Ninguém, As alças de Agave, Remanso da Piracema e Esmeralda – crime no santuário do Lima. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. Danclads Lins de Andrade 26 de novembro de 2014 21:12

    O distanciamento próximo. Perfeito François!

  2. Anchieta Rolim 26 de novembro de 2014 11:01

    Massa!

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