Soneto da paixão arrebatadora

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A beleza nos sujeita e nos apressa
Torna as horas ansiosas, enlouquecidas
As nuvens não vagam mais despercebidas
Nas asas do vento a  alma atravessa.

A paixão se dá em velocidade perversa
Arrasta-nos na sua poeira de fantasia
Porém, nalgum instante, súbito, ela esfria
Pelos becos, sem esperança, a alma regressa.

Nesta hora, entregue à dor e à indigência
Sob o peso das ilusões estremecidas
O coração desiludido perde a cadência.

A alma vai reservar-se, triste e contida
No lugar mais escuro e infeliz da existência
A vida não a amará mais, nem ela a vida.

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