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Soneto de infância

Um colar de ceroto no pescoço,

Um chinelo c’um prego na correia,

Uma vaca de pau, outra de osso,

Uma bola de saco, pano e meia.

 

“Quick” ao leite quentinho de manhã…

A garrafa de bila quase cheia,

Um cascudo que dei na minha irmã,

Mas mãe soube depois e tome peia.

 

As cocadas de dona bacurau,

Um enxame de abelha na janela

E as pedradas que eu dava só de ruim,

 

Um dindin de banana com nescau,

Bicicleta sem freio na banguela,

Minha infância todinha foi assim…

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Manoel Cavalcante

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