Soneto de infância

Um colar de ceroto no pescoço,

Um chinelo c’um prego na correia,

Uma vaca de pau, outra de osso,

Uma bola de saco, pano e meia.

 

“Quick” ao leite quentinho de manhã…

A garrafa de bila quase cheia,

Um cascudo que dei na minha irmã,

Mas mãe soube depois e tome peia.

 

As cocadas de dona bacurau,

Um enxame de abelha na janela

E as pedradas que eu dava só de ruim,

 

Um dindin de banana com nescau,

Bicicleta sem freio na banguela,

Minha infância todinha foi assim…

Sou poeta popular e trovador. Malho meu português em duas Academias: a de trovas e a de cordel, ambas do erre-ene. Natural de Pau Dos Ferros, criado na rua da padaria. Tenho troféus oriundos de gols e versos que deram resultado. Agora os amigos são de monte, viu?! Ah, sou dentista formado da fideral e trabalho em Assu, Terra dos Poetas. Massa, né não?! [ Ver todos os artigos ]

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