SOUZA, Auta de.

preta poeta de posses
declama para escravos pretos
como ela
a poesia
breve espelho
os irmana e seguem avessos

vivia doença sem cura
desejava-se amada
preparava bodas que não teve

projetará palavras
nunca lerá joão cabral
entrará pelo cânon
do tempo

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 7 comentários para esta postagem
  1. Marcos Silva 28 de julho de 2014 9:54

    Abraço, Oreny. Ainda não mandei o livro, providenciarei quando sair do estaleiro.

  2. Oreny Júnior 28 de julho de 2014 9:45

    num horto em macaíba para o mundo
    belo poema Marcos
    abração

  3. Marcos Silva 28 de julho de 2014 9:32

    Grande abraço em Jarbas e Anchieta. Espero estar na reunião do próximo aniversário do SP para abraçar os dois ao vivo.

  4. Anchieta Rolim 27 de julho de 2014 22:54

    Marcos, é isso aí: “… desejava-se amada
    preparava bodas que não teve…” Belo poema!

  5. Jarbas Martins 27 de julho de 2014 21:44

    A vitalidade de sua poesia (talvez porque você a recolhe mais na oralidade da música popular, sem desprezar o que há de vigor e lirismo na Literatura) não foi afetada por sua doença. É bom saber disso. Serve-nos de alento.Forte abraço.

  6. Marcos Silva 27 de julho de 2014 20:21

    Obrigado pelo comentário, Jarbas. Escrevi o texto depois de reler a biografia de Auta, escrita por Luís da Câmara Cascudo. E tb num momento de saúde que me afetou semana passada.

  7. Jarbas Martins 27 de julho de 2014 9:47

    um poema delicado e exato. um biografema, que encantaria BARTHES

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