Stephen Hawking só quer saber de um mistério: as mulheres

Stephen Hawking e sua filha, Lucy, em evento da Nasa

O GLOBO

Físico que decifrou os buracos negros diz pensar muito no sexo oposto

RIO – O britânico Stephen Hawking é o mais famoso cientista vivo. Suas anotações sobre o comportamento dos buracos negros são referência para a física. Desenvolveu estudos mesmo cada vez mais incapacitado por uma doença neurodegenerativa, que, hoje, permite que movimente apenas as bochechas. Batizou um asteroide, assim como uma forma de radiação. À beira de completar 70 anos — o aniversário será domingo —, Hawking diz ter ainda um grande mistério pela frente: entender as mulheres. Em entrevista à revista britânica “New Scientist”, o físico, divorciado duas vezes e pai de três filhos, citou o sexo oposto, quando perguntado sobre o que mais pensa durante o dia:

— (Nas) mulheres. Elas são um mistério completo.

A entrevista, marca o início da celebração do aniversário de Hawking. O físico será, também, a estrela do simpósio “O estado do Universo”, domingo, na Universidade de Cambridge, onde ele é o titular da cadeira de Isaac Newton.

A chegada aos 70 anos é ainda mais marcante considerando a saúde debilitada do cientista. Aos 21 anos, ele foi diagnosticado como portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA) — uma doença que, aos poucos, tira o movimento de seus pacientes. Hawking, porém, superou o prognóstico dos médicos e construiu uma carreira brilhante.

Quando perguntado pela “New Scientist” sobre o que teria mais poder de revolucionar nosso entendimento sobre o Universo, Hawking citou a “descoberta de parceiros supersimétricos para as partículas fundamentais conhecidas, talvez pelo Grande Colisor de Hádrons” — uma referência ao bilionário superacelerador de partículas. O LHC, como é conhecido, funciona desde 2008 e oferece aos físicos a oportunidade de observar feixes de prótons colidirem em um túnel de 27 quilômetros a uma velocidade quase igual à da luz.

Numa pergunta sobre qual foi seu maior erro, Hawking lembrou: “Pensava que a informação era destruída nos buracos negros”. Uma nova teoria, formulada em 1997, o fez mudar de ideia. “Foi minha maior mancada, ao menos na ciência”.

O físico foi vago ao dizer o que ao que se dedicaria se fosse um profissional iniciando agora a sua carreira: “Teria uma nova ideia que abriria um novo campo”. Em entrevista ao diário britânico “The Guardian”, em maio do ano passado, ele afirmou “não ter medo da morte” e descreveu o céu como “um conto de fadas para pessoas que temem o escuro”.

“Eu tenho vivido com a perspectiva de uma morte prematura há 49 anos”, admitiu. “Não tenho medo da morte, mas não tenho pressa de morrer. Ainda há muita coisa para fazer”.

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