Sueldo Soaress interpreta Cleudo Freire


Um dos músicos mais emblemáticos da Jerimunlândia será homenageado na voz de outro símbolo da musicalidade de uma Natal que ainda estende o tapete vermelho aos velhos dinossauros da música potiguar e espalha pétalas de flores aos novos talentos. Cleudo Freire estará incorporado à voz de Sueldo Soaress hoje no projeto Poticanto – Um Canto 100% Potiguar. O evento acontecerá às 20 horas no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel. A entrada é franca através de senhas/convites antecipados. A primeira edição desta homenagem aconteceu em janeiro de 2008.

Os dois músicos são contemporâneos, herança da boa música produzida nos idos da década de 80 em Natal. Época dos bares Boca da Noite e Cantão, dos festivais de música e vinis. São três décadas passadas de trabalho pela música. Os tijolos da muralha potiguar são enormes. Ainda assim, Sueldo pulou o muro e levou seu suingue de rock balanço pela França, Espanha, Alemanha, Marrocos e Estados Unidos, além de capitais brasileiras. Com três trabalhos lançados no mercado fonográfico, o LP “Tulipa Negra” de 1995, os CDs “Em Primeira Mão” de 2007, e “Trilhas” de 2009.

Cleudo Freire, natalense da gema como Sueldo, estudou guitarra em São Paulo, mas deixou se levar pelas raízes culturais da terra natal. É clara a influência do folclore na música nordestino-pop de Cleudo Freire, sobretudo o Zambê. A diversidade rítmica, cênica e sonora mostra uma música versátil e exibe o talento do artista, também um pesquisador da cultura potiguar. No próprio projeto Poticanto, Cleudo já prestou homenagem ao coquista Chico Antônio, em agosto de 2008. Agora é a vez de ser homenageado na voz de Sueldo Soaress.

Poticanto – Um Canto 100% Potiguar
Quando: Hoje, às 20h
Onde: Teatro de Cultura Popular Chico Daniel (Rua Jundiaí, Tirol)
Entrada gratuita
Contato: 9922.8188 / 9151-7783

* Materinha publicada hoje no DN

OBS: Há umas semanas coloquei meus destaques da música em 2009. Já lembrei de mais um bocado de gente. E o Poticanto – pelas mãos do produtor Nelson Rebouças – é um deles.

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