Tarde azul

flor azul

Silêncio é uma palavra que pinto de verde
Para chamar de paz meu céu azul.
Paz é uma nuvem clara
Numa tarde cinza e fresca de inverno…

Inverno é uma estação aconchegante…
Pausa para pensar…
O vento é carícia e verso…
As mãos nos cabelos, um afago… Sorrio,

Uma taça de vinho
Ou uma xícara de chá,
Um café com leite…
Uma espreguiçadeira,

Um casaco de lã… “Lilás”
Envolta no edredom
Uma antiga canção, “um dia frio…”
Rever fotografias, tomar chocolate quente…

Silêncio, onde repouso o meu olhar
No balé colorido dos beija-flores e das borboletas…
Que dançam sobre as flores molhadas do campo
Numa dança sem igual, festejando a natureza

Mãe minha,
Meu eu em efusão,
Minha festa, minha rima;
Terra, poesia sossego e vida.

Silêncio…
Ouço a voz que vem dos rios…
O canto das aves é minha prece…
Minha eterna oração.

Comentários

Há 3 comentários para esta postagem
  1. José Saddock de Albuquerque 14 de julho de 2011 18:50

    Ednar. Sua poesia aguça os sentidos – a cor, o sabor, a música e, por fim, o silencio na voz dos rios e na prece dos pássaros… Bela composição!!!

  2. Oreny Júnior 14 de julho de 2011 18:08

    ednar,
    poesia linda, palavra bela, encanto…
    abs

  3. Anne Guimarães 14 de julho de 2011 17:38

    Aiiiiiiii que poema é esse, Anil….
    Eu aqui aflita ouvindo Lenny Kravitz e ensaiando como dizer minhas verdades nessa intranquilidade em que me encontro… e aí você chega – lindamente azul, da cor do meu mar mais preciso e profundo – com esses versos altos, essa melodia em tons imensuráveis de amor à vida e me desconstrói… Depois de ler inúmeras vezes a sua poesia, me refaço… junto os meus pedaços e me reconheço outra vez de frente ao espelho.
    Nada pode ser mais apaziguador do que a sua alma junto a minha, recitando em voz suave a força serena das coisas que valem à pena.
    Amiga amada… você é a nossa luz.
    🙂

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