Tarde e atrasado

piza

Saí de Natal tarde ontem. Em cima da hora ainda tive de pegar uns livros com o nosso colunista Carlos Magno para entregar a Abimael Silva, do Sebo Vermelho. Cheguei em Pipa quase na hora da minha participação à noite na mesa de Daniel Piza. Portanto, não vi nada do que aconteceu antes. Mas os meninos da Revista Catorze, com quem estive depois, estão fazendo um ótimo trabalho e se vocês quiserem saber o que está acontecendo é só acessarem a publicação.

Embora seja suspeito, gostei do resultado da explanação do jornalista do Estadão. Foi exibido o documentário sobre a viagem dele pelo rio Purus, refazendo o mesmo percurso feito por Euclides da Cunha em 1905. Depois, ele falou sobre a viagem e também teceu considerações sobre Euclides. Tanto o documentário, em vídeo, quanto um diário e mais textos sobre a viagem ao Purus e sobre a vida e obra de Euclides estão disponíveis no Estadão.

Durante a sua explanação, Piza tentou dá pistas sobre porque Euclides não escreveu o seu segundo “livro vingador”, que seria sobre a Amazônia. O escritor manifestou várias vezes o desejo de escrever esta obra, mas acabou não escrevendo, embora só tenha morrido cinco anos depois da viagem ao Norte.Uma das suposições de Piza é que faltou a Euclides uma epopéia como a que ele encontrou em Canudos.

Fiz uma pequena intervenção, no início, para estabelecer um link entre a homenagem prestada no Festival e outras feitas no passado no RN ao autor de Os Sertões. Acho que poucos escritores impressionaram tanto os intelectuais potiguares quanto Euclides.

Em 1049, um grupo liderado por Manoel Rodrigues de Melo, criou o Grêmio Literário Euclides da Cunha, que fundou a revista Bando. Essa revista, nascida sob inspiração euclidiana, durou dez anos, e em 1959, no cinqüentenário da morte de Euclides publicou uma edição especial somente sobre o escritor, com textos dos principais escritores do estado.

Depois da mesa redonda fui tomar umas geladas com Carlos de Souza, Abimael Silva e Falves Silva, que ninguém é de ferro. Estive rapidamente com Raimundo Carrero e Ronaldo Correia de Brito, dois amigos de outros carnavais, digo festivais.

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