Tem general que é cego

Amigos e amigas:

Li uma fala de Luiz Mott, antrópologo e líder no movimento gay brasileiro. Ele falou que quando dava aulas, não exercia uma atividade gay, que não existia uma Antropologia gay ou não-gay, existiam sim antrópologos (podemos acrescentar: médicos, jogadores de futebol, cantores, estivadores etc.) que eram gays. A afirmação se aplica a profissionais do sexo feminino.

O general brasileiro que apareceu neste blog poderia se inspirar naquela fala de Mott: um ato de comando não é gay nem não-gay, não existe comando gay nem hetero, existem comandantes que, na privacidade, são heteros ou gays. E deve haver um percentual de gays, entre militares, em postos de comando, igual ao percentual noutras atividades de igual nível – ou as Forças Armadas são um mundo à parte nesse setor das práticas humanas?

Coincidentemente, estão discutindo nos EEUU o direito de militares se declararem gays. Considero um direito óbvio. É claro que militares, gays ou heteros, não transarão durante o expediente e no local de trabalho. Fora isso, vida privada é questão de privacidade, ser gay é tão cidadania quanto ser hetero.

Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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