Tempo

tempo
que história é essa?
você é sem pressa,
mas não pode esperar?
tempo
você manda em tudo,
não falas, és surdo,
não pode parar.
tempo
você mata e cria,
faz trapaça e magia
com quem te enfrentar.
tempo
passei dos quarenta,
daqui pra sentença
é só um piscar.
tempo
do céu ao inferno,
você é eterno,
nunca voltará.
tempo
preciso de um tempo,
já faz tanto tempo,
só faço chorar.
tempo
tá findando meu tempo,
não tenho mais tempo,
pra me perdoar.
tempo
me dê uma chance,
te peço revanche,
não pode negar!

Sou artista visual, fiz várias exposições individuais e coletivas, já participei de salões, palestras, seminários, whorshop, projetos culturais, oficinas de arte, intervenções urbana e etc... Escrevi um livro de poemas "Agonia" que é mais pessoal que poético e gosto do portugues escrito de forma simples onde pessoas com menos formação acadêmica tenham condição de ler e entender. [ Ver todos os artigos ]

Comments

There are 14 comments for this article
  1. Olavo Saldanha 17 de Fevereiro de 2012 13:40

    Meu amigo Anchieta, com os versos me lembrei que preciso de mais tempo, principalmente para ir te visitar. o tempo brinca com nossa paciência. Uma chance;;;mais tempo. Abraço

  2. Jorge Luiz 17 de Fevereiro de 2012 14:41

    Percepção que mistura crueza ante a impiedade e inexorabilidade do tempo ao lirismo dos que fizeram um acordo de amizade com o mesmo. Muito bom Rolim.

    Jorge.

  3. Samuel Maciel 17 de Fevereiro de 2012 14:50

    . . . tempo pelamordedeus me dá um tempo porra . . . rsrsrsrsrsrs . . . massa demais isso aí Rolim mermao camarada . . .

  4. Anchieta Rolim 17 de Fevereiro de 2012 16:24

    Jorge meu amigo, que bom que tenhas gostado. Abração!!!

  5. José de Paiva 17 de Fevereiro de 2012 19:39

    Massa de mais, versos redondos e direcionais. Muito bom. Valeu mestre Rolim

  6. Anchieta Rolim 17 de Fevereiro de 2012 21:41

    Olavo e Samuel, como dizia o poeta:… temos todo tempo do mundo…

  7. Anchieta Rolim 18 de Fevereiro de 2012 17:42

    Valeu J. Paiva, mas mestre é você meu irmão. Um abraço!

  8. Suely Nobre Felipe 22 de Fevereiro de 2012 16:19

    Puxa! Que coisa mais linda! Já até ouço o grito forte desse tempo ecoando e estilhaçando todas as nossas vértebras. Lindo demais! Depois dessa ilusão passageira, ler o seu poema, foi como me posicionar frente a frente com a realidade, que na verdade, nem mesmo essa brincadeira chamada carnaval, estanca.

  9. Anchieta Rolim 23 de Fevereiro de 2012 17:09

    Suely Nobre, fico grato pelo teu comentário. Um abraço!

  10. Esdras Marchezan 29 de Fevereiro de 2012 15:42

    Muito bom artista. Parabéns. Daqui do outro lado fico aguardando os outros textos que vão surgir. Abraço

  11. Regiane de Paiva 29 de Fevereiro de 2012 16:51

    Poxa amigo, me vi em quase tudo que disseste… pense numa pancada! estou sendo devorada pelo tempo… e ele está passando…. o pior, é que ainda não sei o que estou fazendo dele… bendita dissertação que me rouba o melhor do tempo. valeu amigo! poema forte e intenso. Reflexo de ti! Aplausos!

  12. Anchieta Rolim 29 de Fevereiro de 2012 20:02

    Regiane e Esdras, grato pelos comentários.

  13. Gizelle Saraiva 1 de Março de 2012 21:32

    É Rolim, o tempo é realmente o senhor de tudo! Tem horas que parece sábio e amigo.Outras parece sádico, rindo da nossa cara e passando, como se fosse indiferente a nossa dor. Se estamos felizes ele não pára e logo a felicidade passa. Mas se estamos tristes ele também não pára e logo a tristeza também vai passar. Não dá pra saber se ele corre de forma justa para todas as situações. O que se sabe é que no dia que nascemos ele não parou para dar boas vindas e no dia da nossa morte ele também não vai parar para se despedir.
    “Tempo,do céu ao inferno,você é eterno,nunca voltará…”
    Gostei muito, Rolim!

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