TEMPO

um quotidiano
que não se pensa
enquanto se passa a ferro
o dia

um acontecimento
entre repetições
diferença quase intervalos

uma lembrança
em dúvida
possível vereda projetos
perda

uma manhã
amanhã
agora

antes da morte
que virá
a vida

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

Comments

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  1. Horácio Paiva 15 de Outubro de 2014 21:28

    Muito bom, Marcos. O poema toca o abstrato e retrata o fluxo existencial que se sobrepõe ao acaso. A dualidade (vida/morte) da última estrofe fez-me lembrar Santa Teresa d’Ávila: “vivo sin vivir en mí/ y tan alta vida espero/ que muero porque no muero”.

    Horácio Paiva.

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