Tempo para mim

Comprei mesmo a “bíblia” produzida por Otto Maria Carpeaux. Foda-se se o livro tem milhares de páginas e falta-me tempo para terminar um pequeno retrato da vida humana de 200 páginas escritas por Dostoievski, iniciada a leitura há meses. Quero ler toda a história da literatura ocidental. É mais fácil viver da ilusão. Foda-se se eu tenho matérias atrasadas, compromissos pendentes e expedientes nos três turnos do dia. Quero ser eu mesmo de vez em quando. Já não encontro aquele leitor de outrora, que lia até andando na calçada em direção à parada de ônibus. O verdadeiro compêndio de Carpeaux é a antítese do meu estresse e do meu liseu. São 200 pratas já pagas na compra da materialização de minha liberdade ilusória. E daí? Ela chegará pelo correio. Sem pressa. O tempo ilude quem se aplica ao instante presente. Sigamos. Que venham os leões de amanhã.

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

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