Terror… e melodrama

Alguém lá no Twitter, não lembro quem, num tom meio gaiato, taxou “Cisne Negro”, em cartaz nos cinemas da cidade, de filme de terror. Eu não levei a sério. Se tivesse levado não teria assistido porque detesto filme de terror, principalmente, se envolve mutilações físicas. Um melodrama de terror, eu acrescentaria ao tweet que li.

É o segundo filme que assisto e que concorre, em várias categorias, ao Oscar, que decepciona-me. O outro foi aquele que trata da fundação do Facebook, até esqueci do nome agora e não vou ao Google pesquisar para deixar explícita a desimportância que teve para mim.

Dois filmes medianos no contexto dos Oscars de anos menos medíocres. Friso que meu parâmetro aqui são os outros filmes que concorreram ao Oscar em anos passados. Não estou tecendo comparação com filmes que despontam nos festivais da Europa, como Cannes, Berlim, Veneza e Sundance. A distância entre uns e outros já era grande e parece que está se acentuando.

Curioso é que alguns jovens com quem conversei, estudantes universitários, em sua maioria, gostaram muito dos dois filmes que não me convenceram. Pode ser uma questão geracional. Novos tempos, novos olhares sobre tudo. Continuarei assistindo alguns lançamentos, tentando atualizar-me e dialogar com os mais jovens.

Não curto o discurso de que todas as coisas boas estão no passado (filmes, livros, autores etc). Espero não envelhecer como algumas pessoas, ranzinzas e intolerantes, que transformam um simples bate-papo num rosário de reclamações e pessimismo. TC

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