Texto e imagem no Novo Jornal

O Novo Jornal de 18 de novembro publicou matéria com o título NOTA BAIXA, incluindo fotografia de prédio da UFRN. O conteúdo do texto indica a má avaliação que várias universidades privadas do RN mereceram e indica o bom aproveitamento da UFRN e da UFERSA.

O título associado àquela fotografia, entretanto, sugere para quem ainda não leu o texto que UFRN recebeu nota baixa… Certamente, esse efeito não foi intencional. Cabe ao jornal maior cuidado para evitar a desvalorização de uma universidade bem avaliada, sem chamar a atenção para as que, efetivament, mereceram notas baixas. Por que não foto de uma dessas universidades frágeis?

UFRN e UFERSA, que merecem parabens, evidenciam a tendência nacional: pesquisa e bom nível de ensino se mantêm mais concentrados nas universidades públicas, com as exceções de praxe – PUCs, FGV etc.

Aproveito para incentivar as universidades mal avaliadas a investirem para a superação de seus problemas. Política adequada de contratações e investimento em equipamentos (laboratórios, bibliotecas, etc.) são bons caminhos para isso.

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 10 comentários para esta postagem
  1. Paulo César 22 de novembro de 2011 12:04

    A gargalhada que dei assustou minha atendente, que veio ver se eu – sozinho no consultorio – estava passando bem.

    ” é querer por demais enxergar o ‘Homer do Bonner’, como sugeriu meu desvesiculado amigo Alexandre Honório. ”

    Tal trecho é que me levou a provocar o susto na suave mas enérgica Dona Madalena, funcionária exemplar aqui da clínica.

    Arrazoado muito bem fundamentado o de Alex e vale ressaltar a pífia circulação de jornais aqui. O Novo Jornal tem pouco mais de 2 mil assinantes, A Tribuna dos Alves deve ter pouco mais de 4 mil assinantes e se muito um total de 10 mil exemplares circulando nos bons dias. Nem cito os outros. Isso num estado com uma população de mais de 3 milhões de habitantes .
    Em tempo não defendo o Novo Jornal, o qual leio espóradicamente mais por causa de uns bons jornalistas(Dantas, esqueço o prenome agora e Rafael Duarte, os que lembro no momento).

  2. Marcos Silva 22 de novembro de 2011 9:10

    Falsificações argumentativas (reino de sofismas e ideologias) alheias me obrigam a retomar esse assunto.
    1) Meu texto não falou em “maquiavélica e ideológica manipulação”. Tratei o jornal com sobriedade.
    2) Meu texto não declara amor a governinhos nem governões. Nem todo poder vem de governinhos e governões.
    3) Meu texto não falou em “estratégia para ‘queimar’ a instituição”. Considero que houve um erro naquela notícia e só. Saliento, todavia, que existe uma conjuntura no noticiário de ataques à universidade pública, que exemplifiquei, noutros posts, com os ataques à USP.
    4) Não tenho conhecimento sobre os anunciantes do jornal nem aludi a essa questão. Qualquer jornal pode ter independência editorial em relação aos anunciantes.
    Alex, você pode mais que isso! Não se diminua tanto…
    Aproveito para registrar que comentarei o que quiser, quando quiser.

  3. Alex de Souza 22 de novembro de 2011 8:02

    Vou tentar falar sério, como vocês tanto gostam por aqui.

    Acho engraçado para não dizer preocupante a pobreza de leituras sobre um jornal que uma simples foto aliada a uma manchete pode suscitar. No caso em questão, é até ingênuo da parte de vocês acreditar numa maquiavélica e ideológica manipulação. Abre até espaço para essa nova lei de Godwin, a de que todo veículo de comunicação pode e deve ser comparado à Veja.

    (Caberia aqui até esse parêntesis: desconheço a existência de veículos de comunicação da ‘grande mídia’ que não estejam a serviço da ‘direita’ – a não ser aqueles com ligações orçamentário-umbilicais com esse governinho de ‘esquerda’ que vocês tanto amam.)

    Pode-se até considerar ainda o jornal um veículo voltado para as grandes massas – alguns deles ainda o são, mas duvido que esse seja o caso do Novo Jornal ou de qualquer outro periódico em circulação no RN.

    São produtos voltados eminentemente a um público leitor cada vez mais restrito e, portanto, seleto. Qualquer consulta a índices verificadores de circulação pode atestar isso.

    Considerar que um leitor de jornal possa ser engabelado pela fantástica constatação a que vocês chegaram – a de que a manchete negativa posta ao lado da foto da UFRN foi uma estratégia para ‘queimar’ a instituição – é querer por demais enxergar o ‘Homer do Bonner’, como sugeriu meu desvesiculado amigo Alexandre Honório. Quer dizer, qualquer leitor poderia muito bem ler o primeiro parágrafo, ou quem sabe, a legenda da foto (céus, que exegese complicada) para compreender o contexto da UFRN na reportagem. Ademais, o jornal tem uma página diária patrocinada por uma universidade particular da cidade. Nem sobre isso o leitor se tocaria? É procurar demais ovo em cabelo.

    Ah, só pra constar: há dois anos não tenho relações profissionais com qualquer veículo de comunicação, situação que pretendo manter pelos próximos 20 anos.

    E, Marcos, pode ficar à vontade para não comentar o que quiser. Eu é que agradeço.

  4. Marcos Silva 21 de novembro de 2011 12:03

    Alex:

    Considero normal comentar jornais e outros produtos culturais e rebater os comentários. Acima de crítica, somente Deus para quem acredita n’ Ele.
    Seu sarcasmo dá a impressão de que você se confunde com o jornal. Menos, Alex. Se a crítica fosse dirigida pessoalmente a vc, haveria outras possibilidades de resposta. Mas não é o caso.
    Prefiro não mais abordar esse assunto.
    Abraços:

  5. Alex de Souza 21 de novembro de 2011 10:54

    ainda bem que vocês sabem ler jornal, senão o mundo tava perdido.

  6. Emiliano Vragas 20 de novembro de 2011 21:22

    Não acredito em concidências quando o assunto é política. Não leio esse velho jornal com nome nôvo, que tem esse nome não por concidência, e sim por uma jogadinha de Marketing, na tentativa de esconder sua linha editorial reacionária. Esse jornal é afinado com a política da coligação nefasta do DEM/PSDB, e assim como a revistazinha ordinária Veja que mentira, tenta dar suporte as idéias da extrema direita que seus patrões praticam. Assim esses veículos manipulam deliberadamente a verdade fatual, com o único propósito de encobrirem os méritos do governo federal.

  7. Marcos Silva 20 de novembro de 2011 11:33

    Agradeço a Gustavo, Alex e Paulo César pelos comentários tão atenciosos.
    Não responderei sobre a fome na África porque não entendo do assunto, embora me solidarize com os famintos. Explicarei mais a questão das universidades públicas e privadas num outro post, visando a evitar longo comentário.

  8. Paulo César 20 de novembro de 2011 10:31

    Sem querer discordar do douto e afamado acadêmico e já discordando jogo meus dois centavos de pitaco:

    Claro que as públicas são boas mas nunca se deve esquecer os critérios usados pelo MEC para a avaliação, os quais, eu bem sei, são extremamente rigorosos(não é o caso do ENADE, ressalvo) com as IES privadas e extremamente lenientes e permissivos com as IES públicas.
    Maioria absoluta de avaliadores do MEC é oriunda de IES públicas, muitas vezes criando dificuldades – não citarei casos embora quem viva no meio saiba de muitos – para vender facilidades.
    Docentes de IES públicas depois de aposentados, principalmente os que trabalham no Sudeste estão migrando em massa para Norte/Nordeste, coincidentemente encontrando bons empregos nas IES privadas. Desnecessário citar que muitos desses profissionais atuaram antes como avaliadores do MEC nessas mesmas IES privadas onde depois encontram empregos.
    Algum ilícito aí? não afirmo, apenas acho muita coincidencia.

  9. Alex de Souza 19 de novembro de 2011 20:09

    se tiver uma dica aí pra acabar com a fome na áfrica, também trabalhamos.

  10. gustavo de castro 19 de novembro de 2011 18:26

    Marcos, sua observação é precisa e importante. Desconfio muito da não-intencionalidade da imprensa nestes casos. É, aliás, uma velha prática da FSP. O que merece denúncia é a farra que virou o ensino universitário no Brasil na era da universidade privadas, não todas, obviamente. Também me faço a mesma pergunta: por quê não uma foto de uma universidade mal avaliada? Que universidade patrocina o Novo Jornal?

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