tobogã amigo,

, Iwska Isadora
Desde criança ouviu falar da beleza que o céu trazia em dia nublado.
Depois de pingos, sol ameno.
Desenho semelhante a um escorrego, todo colorido, misturando suas cores favoritas.
Na medida em que os anos passavam, as pessoas não exaltavam tantos sorrisos que davam quando crianças, a respeito  do desenho colorido que surgia e planava no meio da imensidão.
Na verdade, elas cresciam e por algum motivo, escolhiam passar os dias de cabeça baixa ou alta demais. Quando não era a tristeza que impedia, era o orgulho que tomava conta ou a mente-estreita-sem-graça-de-gente-grande.
Vicissitudes que esqueciam das cores.
Maneira triste de se viver os dias, ou melhor, de observar o relógio mecanizar.
Mas elas nem se importavam, nem percebiam, nem nada.
A menina só podia responder por si, mas sabia que existia um monte de pensamentos viajantes por aí, de pessoas normais que nem ela, escrevendo sobre arco-íris ou qualquer coisa, e ficava feliz em saber que nunca estava sozinha.
Existia uma certeza dentro dela: a de que seu olhar manso e reluzente compartilhado com o arco-íris, foi algo que conquistou na infância e que a acompanharia sempre, onde quer que fosse.
Não queria se desprender.
Mais que um desejo, uma oração.
Ela sorria.
E sabia mais que nunca, que seu desenho colorido por entre as nuvens, vulgo arco-íris, não guardava um pote de ouro, mas sim, uma flor lilás. A sua flor lilás.
Pra onde ela levaria o ouro? Os lugares que sonhava nem sabiam o que era isso.
– monte de brilhos que o coração não entendia.. –
Mas o perfume da flor…ah…,era bálsamo, abrigo, companhia.
Esse foi o tesouro que ela escolheu,
Cuidar.

Cores, flores e tobogãs.
Pra nós.

. aproveite a graça do que é de graça .

Comentários

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo