Toque de Colher Poemas

Por Carlos Gurgel

Fala-se em poesia escrita. Ainda pouco. Mas fala-se. Lê-se poesia, pouco. Mas lê-se. Assim como acessar blogs, livro adquirido em livraria. Que poderia ser mais.

Que tal falar a poesia? Lê-la? Soletrá-la? Dizê-la?

Um grupo de poetas, se reune e ensaia a quase dois meses o espetáculo poético “Toque de Colher Poemas”. São quatro poetas natalenses (Carito, Civone, Renata Mar e Carlos Gurgel), e um poeta paulista, Pedro Quilles; além das participações especiais de Flávio Freitas e Petit das Virgens. Tudo como um pensamento que valoriza o repertório de cada um. Poesia autoral.

Assim, o repertório é dividido em três partes: “Inclassificáveis”, “Mesa Confessional” e “À Cinco Bocas”, onde, por cerca de 50 minutos, um mosaico de revelações, desafios, confissões, desejos, alucinações, declarações de amor, será mostrado.

Em alguns momentos, lembra jogral. Em outros, uma construção feita por sobre a face do humor, do medo, do desespero e da luz que acompanha os olhos de quem lê e da pulsação de quem escuta.

Onde o poeta se expõe e se mostra. Como um espelho, uma face, de uma palavra que se revela. Assim, como estar entre amigos. Como estar em um lugar, onde pede-se que a palavra aconteça. Como conviver ouvindo. Encontrando o poema, como o desejo de se guardar o que se escreveu e se escolheu, e agora revela-se. Semelhante ao que a vida solicita, quando se procura pela palavra precisa e que acolhe.

Assim, que seja a poesia uma porta aberta ou um segredo lacrado. Que acompanhemos seus passos por entre a cidade e seus habitantes.

Como poesia lida em Natal. Produzida por poetas daqui, como manufatura de uma palavra viva.

Eco de palavras. Como teia que abriga o que tem que ser dito, assim como quem vai ao encontro de uma gramática que revele vontade e verdade.

Vontade de se ter um lugar, onde isso possa acontecer. Como principio de se escutar a poesia como uma necessidade, semelhante a escutar música, ver um bom filme, ir a uma exposição.

Verdade do que tem de ser dito.Como um espaço que pulse, como um espaço que acolhe letras e bocas. Assim como um abrigo.

E isso é tão bom. Sentir a poesia que pulsa. Que se mostra. Que quer ser dita. Assim é o que deve ser feito. Uma poesia que pulsa e que quer ser dita. Toque de colher poemas. Como um espaço permanente, onde ela, a poesia, se mostra por inteiro.

Serviço:

Espetáculo poético “Toque de colher poemas”
Dia: 29/09
Onde: Espaço Cultural “Buraco da Catita”
Hora: 20h
Acesso Livre
Direção Cênica: Cláudia Magalhães
Direção Geral: Carlos Gurgel
Informações: (84) 9624.2707

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