“Toque de Colher Poemas”

O poeta e músico Carito mandou-me, por e-mail, convite para o “Toque de Colher Poemas”, que será apresentado nesta quarta-feira, 29, a partir das 20 horas, no Buraco da Catita, com participações do próprio mais Civone Medeiros, Carlos Gurgel, Pedro Quilles e Renata Mar. Não ficou claro para mim se seria um recital ou um recital com performances e música e teatro etc. Perguntei a Carito e eis o que ele respondeu:

Fala Tácito!

Rapaz, é um… desafio… rs… Acho que essa foi a primeira palavra que eu senti quando Gurgel me convidou…

Gurgel queria algo que fosse diferente do que cada um fazia normalmente em suas atividades artísticas.

Eu, claro, me sentiria mais confortável com toda a parafernália eletrônica e recursos audio-visuais que costumo utilizar no trabalho d’Os Poetas Elétricos.

Mas não.

Palavra crua.

Huummmmmmm! Sei não, pensei… Mas fui ver qual era…

Com Civone do mesmo jeito. Ela já pensou: ôba! Vamos fazer umas projeções de poemas nas paredes, etc.

Mas não.

Então, como seria, como será? O que será, que será, Gurgel?

O desafio da palavra crua. Mas que não fosse um recital convencional nem uma performance espontânea demais! Talvez algo entre a Aliança Francesa e o Beco da Lama (com todo o respeito aos dois).

Para completar, o desafio de Renata Mar se mostrar, se ler, além do que escreve, que já é ótimo em seu blog, indo além do seu trabalho de produtora no Tropa Trupe. Ainda adicionando ao projeto o frescor da nova geração da poesia potiguar. E no caso dela – prosa poética. Renata nunca tinha se mostrado assim, mas topou.

E Pedro Quilles, paulista radicado por aqui, que sai do, literalmente, anônimo-mato em Pium (do seu Restaurante Magias da Terra, na Eco Vila Pau Brasil) para mostrar em poesia oral suas novas raízes um dia desvairadas na paulicéia.

O exercício deu o norte. A criação coletiva fez surgir o roteiro. Não tem outros recursos pós-modernos, mas também não é recital convencional. Não é teatro, mas tem linguagem teatral, marcação, etc. Não é música, mas tem ritmo, sonoridades, dinâmica, etc. Não é performance, mas tem certa intenção nesse sentido. Uma experiência sensorial, com certeza.

Flávio Freitas troca o pincel pelo trumpete. Petit das Virgens troca o jornalismo pelo fole. E fazem rápidas participações pontuais – ritos de passagem.

PRIMEIRO MOMENTO: INCLASSIFICÁVEIS

Uma espécie de introdução performática, onde cada poeta se apresenta com o suporte sonoro-visual dos demais, que fazem gestos, sons minimalistas, onomatopéicos, causando uma estranheza que trabalha com sutilezas às vezes quase cômicas.

SEGUNDO MOMENTO – MESA CONFESSIONAL

Momento de improviso. Leitura aleatória de poemas em uma mesa onde os poetas mostram sua intimidade de forma espontânea.

TERCEIRO MOMENTO – A CINCO BOCAS

Momento-show dos poetas que fazem uma especie de jograu psicodélico.

É isso.

E tudo autoral. Nada de poemas-covers… rs…

02 meses de ensaio. Nada demais, nada revolucionário, a não ser a própria revolução que a poesia pode ser, para quem acredita nisso.

É só um toque.

E como diria Walt Whitman: “nada maior ou menor que um toque”.

Acabei fazendo um release sem querer… rs…

Abraços. E se puder vá lá… Vai ser legal!

Carito

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