Trapézio

 

Crê o trapézio
sustentar o trapezista
e a corda que abraça as
perpendiculares,
amalgama de
lenha e lã
continente gravítico
do músculo circense.

Vê o trapézio
o corpo minúsculo da célula
escrever passos na moldura
geométrica da experiência
mambembe.

Sabe o trapézio
que a massa desenha alfabetos
na atmosfera do picadeiro
e imprime no bronze
o politeísmo dúbio
da teometria torta
do medo.

Cala o trapézio
quando a costura monociclista
do moinho
pedala no equilíbrio
do pesponto
emendando a flor esférica
ao vazio do abismo.

Finda o ginasta
a hipnose elástica do exílio
quando a segunda potência
desperta o silêncio
ao som afinado de
boa noite!

Advogado, radicado em Aracaju, SE. Diletante das artes literárias, visuais e da boa convivência. Sobre ciência, devota seu tempo a sociologia, antropologia e política. Membro fundador do honorário Grêmio Recreativo Pombo Sujo e do Movimento Sinantrópico. [ View all posts ]

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