Três poemetos

1.

outro poema
como uma banda
a tragicidade vai passar
e eu
caminhando entre palavras
sem rumo
santas pessoas
do mundo desencantado
a aparência de seda
na rota do que não é

xxxxx

2.

a liberdade sem asas
pronta para o vôo
entre escombros
todo tempo é inseguro
fatos irreais
um dia depois do outro
as palavras são pedradas
lasca da
razão

xxxxx

3.

um coração bate
e a vida continua
nenhuma questão significativa
exceto muito poder
um homem e uma mulher treparão
um homem e um homem
uma mulher e uma mulher
(sem precisar entender
a tristeza após o coito)
vazio
copo quebrado
um pé se aproxima

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. Marcos Silva 17 de novembro de 2010 11:54

    Jarbas:

    Obrigado pela observação, gosto muito de bossa-nova (eu era moleque quando ela surgiu, fez parte de minha formação), gosto muito de música.
    Abraços:

  2. Jarbas Martins 17 de novembro de 2010 9:59

    teus poemetos, marcos, tão rápidos (consegui alcançá-los agora).em sua leveza,em seu ritmo algo sincopado me lembram um toque e o ar bossanovístico de nossa época (mas eu não entendo nada de música!),abs.,poeta.

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