Três shows

Por Tácito Costa

Foi um final de semana atípico, com shows musicais gratuitos da melhor qualidade em vários cantos da cidade, começando na sexta, no Teatro Alberto Maranhão, com a Orquestra de Ouro Preto tocando Beatles (foto). No sábado teve apresentação na Escola de Música da UFRN do grupo Fado Praxis Nova, e no domingo no Parque das Dunas, no projeto Som da Mata, a Big Band Jerimum Jazz, da Escola de Música da UFRN.

Atípico também por eu ter tido tempo de assistir a todos e olhe que ainda tinha no Solar Bela Vista, na sexta, o Clube do Jazz, com o grupo ‘Um candango lá em casa’.

Três shows sensacionais, embora eu me incline mais para o da orquestra de Ouro Preto, não posso ir contra minha natureza pop, resta-me então, pedir pela salvação da minha alma a Jairo Lima, sabendo de antemão que por ele já estou do inferno pra dentro há muito tempo. Imagine misturar guitarras e rock com violinos e sinfônica – rs.

Só espero que no inferno não tenha esses idiotas filmando e tirando fotos o tempo inteiro nos shows, isso é uma coisa nova e acho que impulsionado pela febre das redes sociais. No Teatro Alberto Maranhão contei bem uns três na minha frente atrapalhando, os caras não curtem mais as apresentações, preocupados que estão em filmar e fotografar… para os outros curtirem. Na Escola de Música, talvez por ser um público mais maduro, não observei isso.

Essas hordas já me afastaram dos cinemas, que viraram lanchonetes e pontos de conversas ao celular. Filmes agora só em casa.

No domingo eu quase decidi-me por assistir o meu Vasco com o São Paulo, na verdade ainda assisti um pedaço do jogo, mas tava uma pelada deplorável, e o Vasco ainda levou um gol, então me decidi mesmo pela Big Banda, no que fiz muito bem. Mandei-me para o Parque das Dunas. A melhor hora de andar pelas ruas de Natal é no final da tarde, só isso já paga o cara sair de casa, a luz que irradia nesse horário é bela demais, sinto isso mais forte quando estou dentro daquela luz eterna do shopping e saio à rua nesse horário. Imagino que a luz do céu seja igual a dos shoppings, aquela coisa imutável e tediosa para o todo e sempre, cheia de gente virtuosa e sem pecado, um pesadelo parecido com a segunda-feira, que começa hoje, com eu mais uma vez contando os dias para a aposentadoria.

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