Treze livros essenciais do conto potiguar no século XX

Foto: Emanuel Amaral/TN

Por Thiago Gonzaga *

Em ordem alfabética:

1. Cárcere das Águas, de Fagundes de Menezes.

2. Chão dos Simples, de Manoel Onofre Jr.

3. Os Deserdados da Chuva, de Eulício Faria de Lacerda.

4. O Dia em que Tyrone Power Esteve em Natal, de Geraldo Edson de Andrade.

5. Um Dia… Os Mesmos Dias…, de Francisco Sobreira.

6. Estórias Gerais, de Jaime Hipólito Dantas.

7. O Homem que Assassinava Árvores, de Pedro Simões.

8. Lugar de Histórias, de Bartolomeu Correia de Melo.

9. Os de Macatuba , de Tarcísio Gurgel.

10. Os Mortos São Estrangeiros, de Newton Navarro.

11. Pedro Cobra e Outros Acontecidos, de Umberto Peregrino.

12. Sete Contos Curtos e Outros Nem Tanto, de Moacir de Góes.

13. Sete Degraus do Absurdo, de Edna Duarte.

Esta lista tem o intuito de servir como modelo, um parâmetro para alunos, professores e pesquisadores conhecerem o que melhor se produziu, em se tratando de contos, no Rio Grande do Norte, no século passado. São livros-base. Vale ressaltar Martins de Vasconcelos, como o primeiro contista potiguar, porém cito aqui mais pela relevância histórica do que pelo valor estético. Afonso Bezerra foi com certeza nosso primeiro grande contista, porém, morreu inédito, em livro, só tendo sua obra literária resgatada nos anos 60 por Manoel Rodrigues de Melo.

Outro excelente contista nosso, Nei Leandro de Castro organizou a primeira antologia de contistas potiguares, em 1966, porém, não publicou livro de contos no século XX; estreou, recentemente, em 2013, com a obra “Pássaro sem Sono”. É bom também observar que contistas como Francisco Sobreira, Geraldo Edson de Andrade e Tarcísio Gurgel são autores de outros livros de contos, publicados no século XX, que se situam no mesmo nível qualitativo dos que constam desta lista. Sobreira tem, pelo menos mais dois bons livros que mereceriam estar na lista; “Não Enterrarei os Meus Mortos”, e “ A Noite Mágica”. Bartolomeu Correia de Melo é outro caso semelhante: estreou em 1997 com um livro de contos, “Lugar de Estórias”, mas, no século XXI ele ainda iria produzir outros livros no mesmo nível. François Silvestre e Iaperi Araújo, veteranos cultores da ficção, (os dois fizeram algumas incursões pelo conto no passado) vêm cada vez mais se destacando neste inicio de século: o primeiro como importante romancista e o segundo como autor de contos de muito boa qualidade estética e literária, publicados em revistas literárias.

Comparada, a realidade deste novo milênio, é bastante diferente, pois sobressaem muitos outros bons livros de contos que, alias, não vamos listar, pois estamos analisando apenas obras do século passado. Mas é notório o excelente trabalho de ficcionistas como Aldo Lopes (Escritor paraibano radicado em Natal), Demétrio Vieira Diniz, Nelson Patriota, Pablo Capistrano e outros talentos de valor nacional.

Semana que vem finalizamos este trabalho com as dez novelas mais relevantes da literatura potiguar.

 

Thiago Gonzaga é pesquisador, especialista em Literatura Potiguar pela UFRN.

Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. Alexis Peixoto 31 de julho de 2015 12:22

    Boa lista. Eu ainda acrescentaria Cão de Luxo, de José Pinto Júnior.

  2. thiago gonzaga 3 de agosto de 2015 18:08

    Caro amigo Alexis Peixoto. Realmente vc tem toda razão.
    Cão de Luxo é um livro de muito valor.Jose Pinto Júnior, é uma figura nossa que está merecendo resgate, inclusive, não está incluso em nenhuma das nossas antologias. (Acredito que seja da falta de acesso ao material dele)
    Antes de publicar Cão de Luxo, em 1957, ele havia publicado outro livro de contos Um Cachimbo de Barro, em 1953.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo