Tu

dois corações

Tu não me revelas quem és…
Sinto uma forte presença
Nas tuas palavras;
Pareces com o meu amado quando recitas,

Quando me abordas…
Mas… Não creio que sejas ele…
Ou que, ele seja tu…
De toda forma,

Tens uma poesia linda…
Que desfolha…
Como uma flor que o vento sopra e toca,
E sais, assim, dizendo versos…

Que encantam… Embalam e dão luz às vidas.
Numa feliz tarde soprada pela brisa
Que sai de todas as poesias,
Nascidas do amor,

Ou quem sabe da dor dos que amam,
Este dom divino de amar
Ou quem sabe sofrer
E viver de amar o amor*

Comentários

Há 10 comentários para esta postagem
  1. Jarbas Martins 14 de julho de 2011 8:40

    Amiga Ednar, a frase de Romana citada por você, além de pertinente, é belíssima, e vale por muitas lições que tento passar aqui.Desculpem-me o tom professoral que às vezes assumo.Herança de um avô angicano – um autêntico mestre-escola, espécime já extinta.Então: tanto a frase de Romana quanto a sua (“Apenas sei que escrevo e gosto do que faço”), demonstram, antes de tudo, maturidade, consciência e o que é mais importante: demonstram o prazer, a vitalidade sempre presente nesses exercícios de surpresas,que também atendem pelo nome de Poesia.Quanto à crítica…já falamos tanto sobre essa Senhora…Deixa pra lá..Beijos e abraços, Ednar e Romana, de carinho e admiração.

  2. Ednar Andrade 14 de julho de 2011 0:23

    Marcos, querido, entre o bolero e o samba-canção, o meu carinho por ti e uma canção viva que se chama amizade.

    Abraço.

  3. Ednar Andrade 14 de julho de 2011 0:21

    Lilás, amiga e poeta, obrigada pelo sempre carinho que vem de ti.

    Assim como eu, sabes que nossos versos, amiga, são nossas almas, não é verdade?

    Para ti, um abraço bemmmm apertado.

    Também, saudades.

    As estrelas andam sumidas, mas do céu brotam pequenas gotas d’água, também, cintilantes.

  4. Ednar Andrade 14 de julho de 2011 0:17

    Jarbas,querido, tomando aqui emprestado o comentário de Romana,lógico e pertinente, quando disse para Marcos: “o poema não é do poeta, mas de quem entra na dança”.

    Assim, também, sinto.

    … E, não sei que o que soa é bolero, samba-canção ou blues. Apenas sei que escrevo e gosto do que faço. E crítica só faz bem. Teus comentários são sempre bem vindos, viu?

    Abraço, querido.

  5. Jarbas Martins 13 de julho de 2011 16:38

    Atenção: o Sarau Poético do Arpége já houve.Ninguém viu.Mais irreal só o governo de Micarla e a Batalha de Itararé.

  6. Marcos Silva 13 de julho de 2011 10:51

    Ficarei muito feliz se me incluírem no Sarau do Arpège.
    Aproveito para dizer que gosto muito de boleros. Depois que Nana Caymmi e Elis Regina gravaram boleros daqueles jeitos, resta alguma dúvida sobre o gênero? Tem o mesmo nível que o blues.

  7. Jarbas Martins 13 de julho de 2011 9:37

    Ia falar em bolero, mas pensei que achassem que eu estava criticando a descontraída e suave poesia de Ednar.Preferi falar em samba-canção (que também já foi usado de forma pejorativa).Já disse aqui que sou cego dos dois ouvidos em matéria de música.Consigo entrevê-la na poesia.Isso mesmo: ver música entre as palavras.
    Bom, Marcos.O tempo aqui é de sarau.A idéia de um sarau poético no antigo Arpège, com poemas eróticos, já foi lançado no Facebook e rola nos blogs e twitters.E dois poetas (o Eduardo Alexandre e o Francisco de Sales Felipe) já se comprometeram a organizar esse sarau.Sua poesia cantada ou suas letras poetizadas, como a de Ednar, poderiam estar neste Sarau Poético Erótico do Arpège.Que acha, amigo? Que acha, amiga Ednar?

  8. Marcos Silva 12 de julho de 2011 23:45

    Ora Jarbas, fica entre “Escuta”, de Ivon Curi (gravação arrasadora de Ângela Maria) e “Bolero de satã”, de Guinga e Paulo César Pinheiro
    (gravação arrasa-quarteirão de Elis Regina e Cauby Peixoto). Sem esquecer de “Abandono”, de Nazareno de Brito e Presyla de Barros (outra gravação arrepiante de Angela).
    Se vcs acharem que vale a pena, poderíamos fazer um sarau musical com esse repertório aí, desdobrado em “Nunca”, “Bar da noite” e quetais.

  9. Anne Guimarães 12 de julho de 2011 22:34

    Anil, querida….
    Já estava com saudades…
    Lindos os seus versos, assim como sua alma
    em todos nós do SP, sempre.
    Um abraço bem apertadoooooo.
    🙂

  10. Jarbas Martins 12 de julho de 2011 19:59

    Pergunta pro Marcos: este ritmo do texto de Ednar é de samba-canção ,ou não?

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