Tudo mal: Jabor

Paulo Porto e Darlene Glória em “Toda Nudez Será Castigada”

De Marcos Silva, no Papo Furado

Arnaldo Jabor foi um bom diretor de cinema, “Tudo bem” e “Toda nudez será castigada” são frutos tardios do Cinema Novo (pós-Macunaíma) que merecem ser revistos sempre. Ele optou, nos últimos longos e insuportáveis anos, por Imprensa e Televisão. Seu estilo (?) é lamentável. A mescla de Glauber Rocha com Paulo Francis deu em nada ou em tudo de ruim – Tudo mal!

Criticar Lula é normal e até necessário. Assim como criticar o PSDB é normal e até necessário. Mas Jabor assumiu o pífio papel de ideólogo anti-Lula. Para tanto, renunciou a elementos mínimos de argumentação lógica em nome da ideologia peessedebista. Daí, FHC é o bem, Lula é o mal. Se os papéis se inverterem, continuaremos na mesma: é preciso argumentar com um mínimo de análise e demonstração. FHC e Lula não nasceram do nada nem fizeram o país a sua imagem e semelhança – não são Deus! Chamar os oponentes de soviéticos e bolch eviques é ignorar até a queda do Muro de Berlim! Insulto não é explicação.

Discussão política não pode se deter em moral do ressentimento – ódio contra os que estão por cima. Os que estão por cima resistem muito bem a esse ódio, que paralisa apenas quem odeia. É preciso analisar e apresentar argumentos alternativos efetivos, diferentemente do que faz uma torcida frustrada.

Melhor rever “Tudo bem” e “Toda nudez será castigada” (foto – Darlene Glória).

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