Tudo passa

Pela janela do trem, rápida a vida passa…

Uma triste jovem
passa.

Arando a terra, o homem
passa.

Uma flor, no humilde jardim,
passa.

Grávida, a mulher
passa.

Uma criança brincando
passa.

Descuidada, uma escola
passa.

Em um riacho que
passa
cantando, a lavadeira
passa.

Levando a vida,
um enterro também passa…

Escritor e professor universitário. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 6 comentários para esta postagem
  1. David de Medeiros Leite 1 de dezembro de 2011 11:56

    Amigos; na dita “caminhada literária”, vocês sabem, nossa recompensa são palavras de incentivo, que motivam e nos faz seguir em frente…
    Grato a todos.
    David

  2. Marcos Silva 1 de dezembro de 2011 1:39

    Puxa, que bom!

  3. Suely Nobre Felipe 30 de novembro de 2011 18:47

    Davi, como bem falou o Danclads Lins esse poema não poderia passar despercebido, como também despercebida não passou por você a vida mirada da janela do seu trem.
    Grande abraço. Suely

  4. Danclads Lins de Andrade 30 de novembro de 2011 18:24

    A fugacidade do tempo, a efemeridade da vida nos diz que tudo passa. Mas este poema não passa despercebido.Maravilha de poema, David!!!

  5. Anchieta Rolim 30 de novembro de 2011 15:54

    Bom demais!!!

  6. Jarbas Martins 30 de novembro de 2011 15:41

    belo poema, David

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