Uber alles ma non troppo

Amigos e amigas:

Li na net uma declaração do primeiro-ministro de Israel sobre o recente episódio de ataque a barco em ação humanitária: “O Estado de Israel continuará exercendo seu direito a autodefesa. A segurança está acima de tudo”. A última frase é especialmente apavorante: a segurança (nossa) está acima de tudo (deles). Entenda-se: nossa segurança é mais importante que a vida deles. Reitero minha profunda admiração por tantas tradições culturais milenares judaicas. Com tristeza, identifico nessa frase sobre a segurança, acima de tudo, raízes totalitárias que já ameaçaram o povo judeu e outros povos. É possível que os nazistas tenham justificado o holocausto em nome da segurança (acima de tudo) da Alemanha. Se não me engano, o hino alemão fala em “Deustschland uber alles”. Quando a vida de seres humanos é submetida aos ditames da segurança de estado, estamos muito mal.

Abraços entristecidos:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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