Um adeus a Anna Maria Cascudo

Estive com Anna Maria Cascudo por algumas ocasiões. Talvez umas cinco ou seis. E desde a primeira vez ela extirpou qualquer imagem pré concebida ou preconceituosa que eu pudesse vir a ter de uma pessoa dependente da imagem do pai. Não. Anna Maria demonstrou personalidade própria, forte e criativa. Uma mulher independente e, mais do que isso, uma defensora e símbolo do talento feminino nas letras potiguares. Sem falar no pioneirismo na atuação judicial. Ou mais do que isso: uma mulher legal. Assim eu poderia resumir: Anna Maria era gente boa. Educada no trato, mas sem frescura. Longe da imagem de dondoca desenhada por muitos. E mesmo com um leque de escritoras e poetas nas nossas letras, o encontro de Anna Maria com o mestre Cascudo deixa sim uma lacuna. A lacuna de uma mulher firme, pioneira e sempre defensora da cultura do Estado e do legado de seu pai.

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