Um “amigo” a menos na rede, mais sanidade e leveza na vida

Ontem eu me livrei de mais um “amigo” do Facebook. Não era ninguém do meu convívio social, sequer conhecido. Deve ter pedido para me seguir e eu aceitei. Fica mais fácil esse processo quando não se conhece e nem se convive com a pessoa. Por conta do Substantivo Plural aceito alguns pedidos de “amizade” de pessoas que não conheço. Pode ser que sejam ou venham a se tornarem leitores do blog.

Foi o terceiro camarada que deletei desde que entrei no Facebook. Os dois primeiros, um era pastor evangélico (conterrâneo), muito conservador e favorável a um golpe militar, e o outro um extremista de direita, que ficava enchendo minha timeline com propaganda política e mentiras.
Acho que o Facebook é um teste constante à minha tolerância. Mas existem certos limites. Esse que joguei ao mar ontem também comungava das ideias dos outros dois e a gota d’água foi a reprodução de um texto esculhambando Chico Buarque.

Enfim, três imbecis que não me farão a menor falta. Pelo contrário, tornarão o ar da minha timeline menos tóxico.

Não foi o primeiro texto que seguidores meus reproduziram no Facebook detonando o cantor e compositor. Acredito que uns não fazem a menor idéia da importância cultural de Chico Buarque para o país. Como parece foi o caso de um dos rapazes que abordou o cantor no Leblon. Embora isso não o inocente do absurdo. Outros, até sabem, mas estão tão intoxicados pelo clima político reinante que passam por cima da razão e do bom senso. E eu fico constrangido por vê-los perfilados com o que tem de pior nas redes sociais.

O episódio envolvendo Chico Buarque deveria preocupar qualquer um que preze a democracia e a liberdade de expressão. Essas agressões públicas começaram envolvendo ministros (Mantega), políticos (Suplicy), lideranças sociais (Stédeli), estou citando de cabeça, talvez tenha esquecido algum, e agora chegaram a um artista. Fico aqui imaginando, por exemplo, se o ocorrido fosse com Milton Nascimento. Além da desqualificação intelectual e profissional, ainda enfrentaria um racismo brabo.

Regimes totalitários, como nazismo e fascismo começaram assim. Vão testando os limites da democracia e avançando nas agressões. Até chegar a pessoas comuns, como eu e você.
Essa semana eu comentei com um amigo que às vezes sinto uma sensação de constrangimento, de tentativa de emparedamento por parte de algumas pessoas nas redes sociais. Você não pode escrever uma notinha que remeta à política que lá vem elas destilando ódio, intolerância e uma agressividade que assustam.

Minha postura até agora tem sido silenciar, deixá-las falando sozinhas. Não curto ou comento nas timelines desse pessoal, por mais besteiras que digam, embora a recíproca não seja verdadeira. Sinceramente, não vejo condições de dialogar, trocar ideias com essas pessoas.

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