Um brinde à vida!

um brinde à vida

Acordo reflexiva…

As chamadas aos dias, aos tempos, o natural calendário da memória me mostra, me faz viver e reviver… Naturalmente refaço a cama, que por sinal, bem desfeita, um hábito que não analiso de dormir em muitos lençóis. Um jeito exagerado de enroscar-me neles (um aconchego aos travesseiros), um jeito manhoso que trago comigo. “Sorrio”, isso me dá um certo trabalho… Fazer ou refazer uma cama destas leva alguns minutos… E às vezes dá uma certa preguiça…Prossigo enquanto penso em muitos dias , que longe vão…Os dias desiguais, as portas e janelas da casa têm design diferente, assim como a vida e o seu passar como as linhas “varicor” que desenhavam e tingiam os bordados antigos dos panos da casa (REFLITO COM CERTA VAIDADE E SATISFAÇÃO), como se buscasse não a justificativa das coisas e sim uma concreta visão da vida (Agora).

Da vida (PRESENTE SEM PAR), passagem de sonho, cheia e repleta de alegrias e sem faltar e com certeza as grandes ou pequenas, mas sempre tristezas… Destas, somos todos agraciados, não há quem delas escape, não há como fugir; este ruído nos segue sem que saibamos onde ou quando nos dará um abraço que preferimos nunca sentir… E como tudo nos serve de troféu… Abracei os meus e hoje os olho com uma lembrança de momentos que trazem consigo o crescimento e a destreza que a todos deve seguir (Experiências), e assim, O CAMINHO DO HOJE SERÁ SEMPRE… O HOJE, Costumo dizer (…)… E sigo, olhando de frente, observando os lados, vislumbrando, vez por outra, o que deixei ou o que ficar para trás… Sem remorsos ou assombros com a alma alva dos perdões e gratidão, que a mim dou, porque é preciso que nos perdoemos, pelas falhas, pelos nossos apelos errados que nos põe diante da incessante procura do acerto.

(DAS EXPERIÊNCIAS) Delas e para elas o meu aplauso… Tornei-me mais forte, melhor em tudo, e assim a todos deve suceder… E neste contexto tudo conta e a vida encanta, como nas magias das inocentes crianças, nos proporciona uma viagem sem igual, repleta de horizontes que, sem eles, não saberíamos galgar… (Experiências) são os louros inevitáveis e bem vindos sempre, custe o que custar. São elas que nos empurram na direção da consciência e do real sentido do ser. São as grandes amigas, aquelas que nos mostram quem somos sem nos poupar com mentiras e afagos falsos… Aliás, falsos são os amigos que só sim dizem, e quando precisamos de um não eles caramelizam de um falso doce, nossos defeitos… Elas não, elas SERVEM EM BANDEJA DE OURO NOSSAS FALHAS E IMATURIDADES PARA NOS TORNAR CRISTAL VERDADEIRO… Assim sendo, são fundamentais na busca do melhor de nós. Imperfeita e aprendiz, sigo, penso… E vasculho os meus recantos dispersos e escondidos, na constante e transparente visão do meu “eu”.

Sinto-me bem. Um garantido conforto borda-me a alma com linhas coloridas ainda que com desiguais tons (linhas varicor)… E vou tecendo este trabalho que é fazer a ordem voltar ao ambiente que considero “sagrado”: o quarto, onde descansamos, a cama onde amamos ou sonhamos… Um lugar onde o carinho da paz nos visita.

(DAS LEMBRANÇAS… E dos prazeres, assim como os bons vinhos, os melhores perfumes, que ficam impregnados na alma)
São os amores (que me perdoem os fingidos); não existe um apenas… Eles são ou foram tantos… Mas, alguns ficam presos na lembrança e vivos, latentes nos sentimentos… E nos chegam como suave perfume e nos sacode e acode nas viagens tão perfeitas que ficam perto o suficiente para sentirmos o perfume do objeto amado… E lembrar com precisão, o menor gesto, pequenos detalhes, sutilezas, que na memória não se dispersam… Ainda do perfume, falando, aquele amigo que partiu numa viagem sem volta… Aquele amor que, sem despedida, apenas se foi… E ficou. As amizades, a esta rendo minha homenagem e digo que – creio no amor das amizades; os amigos, falo de amigos verdadeiros, aqueles que nem o tempo, nem a distância, nem as diferenças os faz indiferentes ao tempo e a tudo. Vivos, habitam nos silêncios e na plenitude do sentimento mais profundo; aqueles que por toda vida nos seguem e nos seguirão, guardados na caixinha do coração, onde nem o tempo, nem a oxidação do fútil os corrói, quando expostos ao tempo e/ou aos temporais, onde nem as adversidades os faz distantes. “Vivos, permanecem”, como patrimônio na sua essência. Pérolas, tantas vezes, pedra rara, são os amigos, que ficam como patrimônio na memória, bem real que segue conosco, enquanto dura o Sol da vida (tenho alguns assim)(…)

DO TEMPO, aqui falo, expresso, está contido em toda extensão do meu pensamento – HOJE.

*E a ele tenho total devoção*.

DAS SAUDADES, estão contidas no contexto lembrança e nos servem em taças, como vinhos, o doce contentamento, de haver vivido momentos bons, sorrisos doados, sem restrições, “amados e vividos”, não cobram de nós, nada. Acariciam o coração para demonstrar que continuamos vivos e, se algumas vezes, permeiam nosso espírito, nos trazem doces contentamentos; ingrediente indispensável para produzir emoção.

A SAUDADE é companheira. Em casos isolados, faz companhia, pois traz consigo as imagens e o contentamento do que se viveu.

(Então, da vida, as experiências;
Das lembranças, os prazeres;
Das experiências, a lapidação e os louros;
Do tempo, a estrada para o hoje será sempre… O hoje;
Das saudades, o contentamento e a felicidade de haver vivido).

CONCLUSÃO, viver é bom! É divino! Não há, em mim, espaço para mágoa, não tenho tempo para rancores; o amor me consome, o amar me diverte e adverte: “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã” (Renato Russo).

Aplausos, ao dom da vida! E, em especial, a alguns, todo o meu carinho, todo o meu apreço…

Tim, tim!

(Feliz).

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