Um jabuti “atrepado”

Por Adauto Medeiros

Laurence, li o seu artigo no blog de Eliana Lima e os comentários feitos pelo vereador Ney Jr., e pelo Sr. Jean Paul Prates (foto). Primeiro: vereador ou jabuti “atrepado” no governo, como dizia Vitorino Freire, não precisam dar esclarecimentos ou respostas abusadas de um artigo de um jornalista ou de um eleitor que no seu pleno direito faz comentários a respeito, não da Instituição, mas de seus membros.

O esclarecimento que eles, os vereadores, têm que dar a sociedade, e para isso a imprensa é fundamental, é quanto eles ganham quanto recebem pelas verbas de Gabinetes, quantos funcionários fantasmas tem dentro de seus gabinetes, quanto custa um vereador por ano, informarem quando viajar quanto foi gasto, informar a despesa com celular pago pela Câmara (contribuinte), as festas rotineiras (titulo de cidadão, por exemplo) que em sua maioria são dispensáveis?

Tudo isso são procedimentos escondidos nos escaninhos da burocracia da Câmara (alias o único poder de uma sociedade totalitária como a nossa)? Só de posse dessas informações é que a sociedade irá saber a real utilidade dos vereadores. A posição de vereador é um cargo político? É um emprego altamente remunerado, ou é um ideal passageiro de quatro anos, e que sempre que pode é renovado?

São perguntas que exigem respostas e infelizmente não temos, pois o segredo de tudo tem alimentado uma casta que não produz nada e ainda se sentem salvadores da pátria. Os vereadores dirigem um negócio cuja mercadoria é o voto, portanto sem nota, que é comprado ou vendido com o nosso dinheiro. Ser vereador parece ser uma empresa que funciona sem problemas de caixa. O dinheiro parece ser caído do céu em suas contas, e o pior, é que eles tem certeza que são milagreiros, para fazer dinheiro caírem nas suas contas.

Sim, desculpe, eles só servem para aprovar tudo que seu patrão, o prefeito, manda. Inclusive as corretas. Por ultimo, os vereadores têm que entender que eles não são julgados pelos benefícios que fazem se é que fazem, e sim pelo que deixam de fazer, que é o que ocorre comumente nos 4 anos. Parabéns pelo seu artigo.

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