Um mimo para Dorian Gray Caldas

Meu amigo Dorian Gray faz oitenta anos. Muito mais que ser homenageado Dorian vem homenageando Natal há seis décadas de muito labor. Escultor, ceramista, tapeceiro, escritor e poeta. Merece todas as homenagens nos seus 80 anos. Um grande artista e uma grande figura humana de Natal. Um homem que dedicou sua vida às artes.

Escreveu o precioso Dicionário dos Artistas Plásticos do Rio Grande do Norte. Uma obra de fôlego e de uma vida. Ninguém viveu e conhece mais a arte do nosso estado que o múltiplo artista Dorian Gray. Irmão da grande artista Zaíra Caldas e pai do poeta Adriano.

Dorian é um artista do seu tempo e tudo foi registrado nas suas telas e aquarelas. Casarões antigos, engenhos de açúcar, camponeses e vilas populares imortalizados na arte desse artista genial. Grandes murais com temas folclóricos podem ser apreciados no Aeroporto Augusto Severo e outros pontos da sua cidade Natal. Suas belas tapeçarias, algumas na UFRN, precisam de restauros imediatos. São famosas suas marinas e telas com temas populares espalhadas por todo o Brasil. Em clínicas médicas, galerias de artes, universidades e coleções particulares.

Como parte das comemorações dos oitenta anos do artista será feita mais uma homenagem ao artista Dorian Gray Caldas. Hoje, dia 24 de novembro ás 19h, no auditório Patrick Herpin da Aliança Francesa de Natal.

Dorian é um artista completo e não pára de criar e escrever. Tem mais de 10 livros publicados sobre artes plásticas e literatura. Organizou a poesia do poeta Luiz Rabelo que foi publicada em alentado volume. Tem escritos sobre as mitologias em Os Lusíadas de Luis de Camões e muitos outros trabalhos inéditos.

Deixo com você meu amigo os verso de um outro poeta

RECORDO AINDA / Mário Quintana

Recordo ainda… e nada mais me importa…
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre, de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta…

Mas veio um vento de Desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança…

Estrada afora após segui… Mas, aí,
Embora idade e senso eu aparente
Não vos iludais o velho que aqui vai:

Eu quero os meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino… acreditai!…
Que envelheceu, um dia, de repente!…

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