Um monge entre gatos e livros

“A primeira coisa que clama atenção quando se entra na casa do escritor Edson Nery da Fonseca, em Olinda, é o cheiro de gato. São nada menos que 21 felinos, deitados no chão ou trepados em sofás, e nos raios de sol do entardecer que atravessam diagonalmente a janela vemos incontáveis pelos flutuando. “Herdei o gosto por gato da minha mãe”, conta. “Quando ela morreu, a gata dela morreu três dias depois. Isso me deixou encantado com os gatos.” Nery, como todo mundo o chama, também herdou da mãe a religiosidade. Durante as quase três horas em que falou ao Estado, ele interrompeu a entrevista apenas duas vezes. Uma foi para servir às visitas baba de moça, um doce típico de coco e ovo. A outra foi para receber a bênção do diácono, que todos os dias às 18 h vem rezar uma oração e lhe oferecer uma hóstia”. Daniel Piza

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