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Vênus do Espelho, 1647-51 © The National Gallery, London

{‘Vênus do Espelho’, de Velázquez}

O pouso dos longos dedos
no monte macio e escuro
a busca por muitos dias
do ponto e momento lânguidos
e um horizonte róseo e úmido
que a língua aceita e desata
em movimentos todos as ações
o cio derramado aos pés que beijo
de joelhos e arfando e ouvindo
o doce e profundo gemido que vem
do espelho à tua esquerda.

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

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