Um poeta, uma cor, um destino,…

As vogais possuem cores poetou o grande Rimbaud. A poesia de Carlinhos tem as cores do céu de Pernambuco. Sua poesia está tatuada em cada canto e paisagem da sua cidade Recife amada. Cidade que se dissolve em rios cabralinos. Tudo lembra dele. Na solidão do Savoy, a sua poesia.

“Nas mesas do Bar Savoy / o refrão tem sido assim: / são trinta copos de chopp, / são trinta homens sentados, / trezentos desejos presos, / trinta mil sonhos frustrados…”

Há oitenta e um anos, no dia 17 de maio, nasceu o poeta Carlos Pena Filho para se encantar desastradamente num acidente de carro em 1960. Teve o destino de uma flor da noite que logo murchou fisicamente para deixar marcada em cada um de nós o oco de sua ausência. O vazio que o soneto não consegue preencher. Entro no túnel do vento e danço um frevo. A Mesma Rosa Amarela em parceria com Capiba. “Quando eu morrer não quero choro nem vela”, quero uma “Rosa Amarela” e na lapela escrito o nome que não era o dela.

A mesma rosa amarela / Carlos Pena Filho

Você tem quase tudo dela,
o mesmo perfume, a mesma cor,
a mesma rosa amarela,
só não tem o meu amor.

Mas nestes dias de carnaval
para mim, você vai ser ela.
O mesmo perfume, a mesma cor,
a mesma rosa amarela.
Mas não sei o que será
quando chega a lembrança dela
e de você apenas restar
a mesma rosa amarela,
a mesma rosa amarela.

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