Uma bateia, pelo amor de Deus

Um leitor de um país onde se leia muito ou mesmo um ET que passe alguns dias em Natal certamente se surpreenderá com a quantidade de livros lançados semanalmente. Será levado a imaginar que existe uma imensa quantidade de leitores em nossa cidade. Nós, que estamos aqui desde os tapuias, negros, holandeses, franceses e portugueses, sabemos que não é bem assim.

Um amigo escritor disse-me ontem que muita coisa está saindo direto do Google e outras fontes onlines para o papel, o cara entra só com o nome e a pose e convoca os amigos para o sacrifício. Será!? Como vou a muitos lançamentos, observo isso, geralmente estão lá os amigos, familiares e os interesseiros, dependendo do grau de importância social do autor.

Vejam bem, não sou contra, não acho que seja ruim se lançar tanto livro, nesse caso é melhor “pecar” pelo excesso, a quantidade acaba gerando alguma qualidade, é fato. Mas algum critério e sensatez não fazem mal a ninguém.

No ritmo que vai já tem leitor providenciando uma bateia (lembrei do nome porque meu pai foi garimpeiro de xelita e tinha uma muito boa) para peneirar os lançamentos.

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