uma cachaça

uma cachaça
algumas gotas de limão
um brinde aos céus
gonzaguinha na vitrola
ou melhor
no notebook
pen drive
uma cachaça
um só copo
um silêncio
uma cachaça
o arroz no fogo
a carne pra passar
uma cachaça
meia dose
dois silêncios
sem
cios,

Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. Danclads Lins de Andrade 2 de agosto de 2011 14:23

    Este poema não pode ser tomado de um trago só; temos que degustá-lo. Um brinde e uma pro “santo”, Oreny. Maravilha!

  2. Anne Guimarães 1 de agosto de 2011 14:56

    Gostei dos seus versos etílicos, colega!
    Do cotidiano que também é poesia….
    De Gonzaguinha nutrindo seus pensamentos, desejos e silêncios.
    Gostei do que não disse também, do que ficou no ar e vive….
    Adoro poemas assim.
    Abraço n’alma.
    🙂

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo