Uma noite de Lua

inédito e inacabado

Era uma noite de Lua branca
Ela me deu a mão
Ali no mar-jônico
Ao som das arrebentações
Ponta do morcego
Me convidou para ver as cavernas
Antes que a maré subisse.
Subiu e fomos para o Iara-Bar
O que nunca fechava
A madrugada chegou sem dizer nada
Os ônibus não mais circulavam
Resolvemos dormir na praia era
Tão grande o enlevo
Alcova marinha
Banhados pelo mar
Acalentados pelas ondas
triscados no manto de Iemanjá.
Areia em tudo que é canto
Nos bolsos e nos ouvidos
Na costeira- milanesa
O dia chegou ligeiro.
Tirei cansaços e roupas
num trono todo encarnado
nem lembro que coisas disse
quando ela pegou meu pinto
todo coberto de frio
de salsugem e de areia
o céu um manto azulado
suas coxas me apertaram
boca e face rubra
de pele macia
era um sinal
cruz e a delícia
e eu tiritando de frio
alma minha
amada
rezei
numa longa noite veloz
níveazulada
cona, os pelos
intumescidos
os meus dedos
tontos
vagueiam
cavaleiro
tua púbis
branca Lua
espada
e nua

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