Uma questão moral

Um conto de futebol

Por Cristovão Tezza

Tentou ajeitar o relógio no pulso – ou o cronógrafo, como ele gostava de frisar aos ignorantes -, com uma ansiedade que logo se transformou em tensão muscular, subindo pelo braço até se alojar discreta no lado esquerdo de suas costas, ele até poderia apontar com o dedo se a mão chegasse àquele ponto cego de si mesmo: é aqui, doutor, se eu mexo assim, o corpo torcido no esforço, a pontada exata na alma do nervo.

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