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Umbrella Academy é produto pop dos melhores da Netflix

A sequência ininterrupta de títulos cinematográficos produzidos pelas gigantes DC e Marvel nas duas últimas décadas parece não ter fim. Ótimo para o público fã de HQs e super-heróis. Mas, finalmente uma produtora menor, a Dark Horse Comics, emplacou uma série realmente de sucesso, embora já tenha alguns filmes badalados como ‘O Máscara’ e ‘Alien vs Predador’ em seu catálogo. The Umbrella Academy estreou este mês sua segunda temporada e já caiu nas graças do público.

A adaptação da HQ de Gerard Way e Gabriel Bá resgata os Irmãos Hargreeves, que formam a equipe que dá nome à série, todos dotados de super poderes, adotados ainda criança e treinados pelo pai bilionário Reginald Hargreeve. A segunda temporada repete o conceito pop, os diálogos rápidos, ação e tirada inteligentes e bem humoradas, sobretudo do personagem Klaus Hargreeve, interpretado por Robert Sheehan.

A nova temporada começa a partir do fim da última quando os irmãos viajam de volta ao tempo para evitar um apocalipse na Terra. Todos caem no início da década de 60, espalhados em diferentes localidades de Dallas, nos Estados Unidos. E a época traz não só o charme daquela década como serve de pano de fundo para tratar questões atuais e propositivas, como o racismo e a homofobia, extremamente latentes naquele período.

Outro ponto forte, embora sem tanta importância para o transcorrer da trama, é a trilha sonora poderosa. Canções que passeiam por diferentes estilos e épocas. De clássicos sessentistas como Kinks, Doors, Nine Simeone e Yarbirds, passando pelo Queen, Radiohead, Noel Galangher, versões mais charmosas de ‘Never Us Tear a Part’ do INXS, por Paloma Faith, e de ‘Phanton of the Opera’, por Lindsey Stirling, entre outras.

The Umbrella Academy é uma série para agradar gregos adolescentes, troianos adultos e atenienses entusiastas de um blockbuster qualificado, com apelo pop. Os episódios mesclam temas “pesados” de maneira leve, divertida, incluindo aí o papel das trilhas para amenizar situações mais violentas – recurso recorrente em séries atuais, por sinal. Junte-se um elenco carismático e algo anárquico na trama e eis um entretenimento gostoso de se ver.

Jornalista por opção, Pai apaixonado. Adora macarrão com paçoca. Faz um molho de tomate supimpa. No boteco, na praia ou numa casinha de sapê, um Belchior, um McCartney e um reggaezin vão bem. Capricorniano com ascendência no cuscuz. Mergulha de cabeça, mas só depois de conhecer a fundura do lago. [ Ver todos os artigos ]

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