Unindo talentos contra os grandes encontros musicais

O que se verá logo mais no projeto Música no Ar Unindo Talentos não é apenas a união dos sons de Carlos Zens, Lia de Itamaracá e Danilo Caymmi. Lembram do famigerado Grandes Encontros Musicais de Natal, produzido por Amaury Jr? A proposta de unir os talentos musicais potiguares e nacionais no Teatro Riachuelo é a mesma, com duas sutis diferenças: a lisura e a competência da Green Point Assessoria em tocar o projeto, viabilizado pela Lei municipal, e a gratuidade de todos os espetáculos.

O patrocinador dos dois projetos é o mesmo, via edital da Unimed Cultural. Um é gratuito, e o outro, era pago. No de Amaury Jr, já na primeira edição, com Khrystal, uma simples cota de 150 ingressos reservada à Funcarte virou pó e o produtor foi obrigado a pagar R$ 3 mil ao município. Não bastasse cobrar ingresso, receber pelo trabalho de produção, Amaury ainda recebia pela bilheteria, via de regra com teatro lotado. E isso com valores reduzidos por mais da metade do sugerido no projeto original.

De parabéns a Green Point. O projeto, além de promover o livre acesso a um suntuoso teatro praticamente reservado à elite, ainda reserva cota de ingressos para alunos de escolas públicas. E a união dos talentos é sempre muito propositiva. Gosto particularmente dos nomes menos midiáticos. E isso vem desde a estreia, com Antônio de Pádua e Antônio Nóbrega. Acho que essas combinações mostram crença na transformação pela arte, sem a necessidade prepotente dos “grandes encontros musicais”, mas realmente unindo talentos. E isso basta.

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