Vaidade de lá e de cá

“Pois é, Carlão!

Como sempre, texto (e contexto) dos melhores.
Para sua tranquilidade, fuja de doutores da USP, doutores físicos, bibliófilos, poetas porróias e imortais do Silogeu Potiguar.
Abraço, Laélio (sic)
http://feriasnoinferno.wordpress.com/2011/03/24/vaidade/#comments

Caros colegas,

O post de Carlão acima mencionado e comentado é primoroso. O post fala de preferências e de vaidades.

Presente em todo lugar e aqui comentado por mim ( antes de ter lido esse post do Carlão no seu fériasnoinferno. Achei curioso esse comentário do Laélio compartilhado por outros ) no que se refere à vaidade na terrinha ). Será que todos não temos um pouquinho de vaidade? O que será que eu fiz para merecer esse tratamento de Laélio? Por que as pessoas precisam fugir de mim e do colega Marcos dentre outros poetas porróias e imortais do silogeu Potiguar (sic) ?
Seria bom ter o respaldo dos colegas leitores para saber até que ponto estamos sendo vaidosos (sic ) e inconvenientes.

ps. Outra coisa que me deixou preocupado foi com relação á preservação de nossa memória. Eu, como outras pessoas, gostariam de ter registrado a memória do nosso blog em terra de tão curta memória. Fico doente quando perdemos um conteúdo. Já perguntei como fazer para fazer um backup dos dados e, recentemente, o Nicolau respondeu que é fácil. Tácito diz que não tem tempo nem saco para fazer. Eu gostaria muito de ter preservada essa linha história e fico triste de não ser esse o sentimento de todos. Nem todos mantêm o mesmo carinho e envolvimento com o blog. Mesmo que para alguns esse envolvimento esteja revestido de vaidade.

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Comentários

Há 12 comentários para esta postagem
  1. João da Mata 6 de abril de 2011 11:51

    Tudo é vaidade.
    Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir.
    E apliquei o meu coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras, e vim a saber que também isto era aflição de espírito.
    Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor. (Eclesiastes 1)
    Então passei a contemplar a sabedoria, e a loucura e a estultícia. Pois que fará o homem que seguir ao rei? O mesmo que outros já fizeram.
    Então vi eu que a sabedoria é mais excelente do que a estultícia, quanto a luz é mais excelente do que as trevas.
    Os olhos do homem sábio estão na sua cabeça, mas o louco anda em trevas; então também entendi eu que o mesmo lhes sucede a ambos.
    Assim eu disse no meu coração: Como acontece ao tolo, assim me sucederá a mim; por que então busquei eu mais a sabedoria? Então disse no meu coração que também isto era vaidade.

    Eclesiastes 2 – Salomão

  2. Marcos Silva 6 de abril de 2011 9:47

    João:

    Agora, o Rio Potengi está mal mesmo! Coquetel de chumbo e micro-organismos daninhos, coliformes fecais e semelhantes. Enfim, Diva Cunha fez o verso perfeito:
    “Fio de merda
    a escorrer melancólico
    para a boca gulosa do mar.”

  3. Marcos Silva 6 de abril de 2011 9:01

    João:

    Em caso de falta de coragem, sempre tem São Thomé do Gostoso.

  4. Marcos Silva 6 de abril de 2011 9:00

    Lembrei de um episódio de minha vida – meninos, eu vi!
    Há uns 15 anos, fui com grupo de amigos e amigas para Caraguatatuba, litoral paulista. Encontramos um caseiro pobre e quase analfabeto – talvez analfabeto por inteiro. Ele nos contou o episódio de Édipo decifrando o enigma da Esfinge. Duvido que ele tenha lido a tragédia. Mas sabia, detalhadamente, essa passagem.
    Gosto muito de um aspecto da obra de Câmara Cascudo: a Cultura Popular não é ensimesmada. Homens e mulheres comuns (mas todo homem e toda mulher tem algo incomum), via oralidade, entram em contato com autos e outros gêneros literários eruditos europeus, para não falar das narrações indo-americanas e africanas. E para não falar na Bíblia. Não é coisa do tempo de Câmara Cascudo, não. Dona Militana morreu há quantoa meses, faz mais de um ano?
    A Cultura dita Erudita (porque toda cultura é erudita!) também não é ensimesmada, quando o quer. Guimarães Rosa aprendeu alta Literatura também ouvindo vaqueiros analfabetos.
    O mundo é mais complicado do que aparenta. Viver é mesmo perigoso.

  5. João da Mata 6 de abril de 2011 9:00

    Marcos, esse negócio de ar puro. agua límpida e tépida era no seu tempo.
    Pagamos o preço de uma cidade grande sem as benesses de uma cidade grande. Não temos teatros, museus, zoológico, etc
    E os passrinhos, rapaz. Como vamos cantar ?
    Tudo poluído. Não tenho coragem de tomar banho de mar, nem de rio, nem de lagoa, etc

  6. Marcos Silva 6 de abril de 2011 7:44

    João, não seja radical! Doutor também é gente! Vamos preservar a espécie!
    O custo de vida em Natal é imposto indireto sobre o ar mais puro e o céu mais azul do Brasil. Pra não falar da temperatura da água do mar, que dispensa aquecedor no chuveiro.

  7. João da Mata 6 de abril de 2011 7:26

    Marcos, vamos tambem falar do custo de vida. Do canto dos passarinhos.
    Falar dos outros, reclamar do governo e da carestia.
    Voce viu que foi em Natal que a cesta básica mais aumentou.
    E o preço da gasolina, rapaz, em Natal é mais caro.
    De hoje em diante tambem só vou conversar com vendedores de picolé, donos de bar e pessoas outras que não tenham lido nada.
    Doutores são muito chatos.

  8. Marcos Silva 6 de abril de 2011 4:48

    Vaidosos são os outros

  9. Laélio Ferreira 6 de abril de 2011 0:11

    Tácito.
    “Pintasilgo” transforme em “Pintassilgo” – senão pintassilgos e sabiás vão trinar entre os gorgeios nervosos…!

  10. Laélio Ferreira 5 de abril de 2011 23:33

    João da Mata.

    Odoiá prá vosmecê!
    Não me comprometa!
    A USP tem milhares de professores doutores e o planeta Terra deve ter milhões de físicos e poetas porróias.
    Os silogeus potiguares (são vários) abrigam (arre égua!), reunidos numa recente federação, algumas dezenas de imortais – dentre eles, a fina flor dos aedos, bardos, vates, sabiás e pintasilgos da Jerimulândia.
    Não me comprometa, pois: não fui vaidoso e tampouco inconveniente dando pitaco no blog do nosso querido Carlão.´
    Você é um “troll”, João?

  11. João da Mata 5 de abril de 2011 22:57

    errata. No ultimo parágrafo, em vez do 1o fazer é proceder.
    em vez de linha história é linda história. obd

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