Valor da renúncia da Lei Municipal de Cultura dobra e atinge R$ 8 mi

A Prefeitura de Natal publicou dia 30 de março o valor da renúncia para a Lei Djalma Maranhão em 2015. E pasmem: o montante dobrou e atingiu R$ 8.019.220,00 (oito milhões, dezenove mil duzentos e vinte reais). Isso mesmo com sobras de milhões de reais todos os anos, em razão de projetos aprovados, mas sem captação, a exemplo deste Substantivo Plural.

Por isso acho que cabe a discussão se é ético, válido ou outra classificação que o valha, de projetos da própria Prefeitura serem inscritos na Lei Municipal. Ou mesmo se projetos do Governo do Estado sejam inscritos na Lei Municipal, e vice-versa. Esse fogo cruzado foi visto ano passado. Salvo engano projetos do carnaval de Natal foram aprovados no Estado.

Ano passado, dos 91 projetos aprovados (no post anterior tem a lista), 39 conseguiram captar. Da renúncia de R$ 4 milhões, apenas R$ 1,2 milhão conseguiram se safar. Pelo menos até janeiro deste ano. Portanto, 30% dos recursos disponíveis foram utilizados. 2,8 milhões desperdiçados. Que sirvam, pois para projetos promovidos pelo Poder Público. É minha opinião.

Por outro lado, a estatística pode mudar e, no caso, os “financiadores” estariam tomando lugar dos “financiados”. Melhor mesmo que outras empresas, tal qual a Unimed – no caso do Município – ou a Cosern – caso do Estado – abrissem editais de financiamento por meio das leis de incentivo. Para quem quiser saber mais detalhes, a publicação está AQUI.

Jornalista por opção, Pai apaixonado. Adora macarrão com paçoca. Faz um molho de tomate supimpa. No boteco, na praia ou numa casinha de sapê, um Belchior, um McCartney e um reggaezin vão bem. Capricorniano com ascendência no cuscuz. Mergulha de cabeça, mas só depois de conhecer a fundura do lago. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

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  1. Sol 6 de abril de 2015 23:50

    Isso é uma grande hipocrisia. Renunciam pra jogar na mão de artistas um trabalho extremamente desgastante de negociar com empresários. Negociar o que? A propagação de suas marcas. Como se o mundo já não fosse um lixão de propaganda. Dizem que é pra aproximar o artista do empresário, da iniciativa privada, estimular o dialogo. Essa é a “justificativa” que querem socar ideia abaixo. Se as prefeituras recolhessem este dinheiro e repassassem direto para os artistas além de poupa-los do desvio de função e das mãos do maldito produtorcultural iam também desvincular a produção das demandas do mercado (Romero Britismo onde Andruchack pode ser um “bom” exemplo de vítima) e finalmente iam desvincular a divulgação dos trabalhos de arte da divulgação produtos, marcas e grifes. Onde sub-editais de empresas selecionam projetos pré-selecionados de acordo com a visibilidade dada a suas marcas. Ou seja. Essas leis municipais de cultura, assim como as estaduais, entre outras, só fomentam uma coisa: Propaganda. De gestões e marcas às expensas do sangue e suor executivo de alguém que tentou ser um artista.

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